As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Vacances? Quais vacances?

Férias. Ou não. Depende da vossa definição de férias. Eu preciso de férias, para descansar das férias...

Em casa desde Junho com o melga, continua a demanda do desfralde. Tem dias em que corre bem, outros em que corre mais ou menos, acidentes são pouco frequentes (e nem uma vez precisei de esfregona) mas voltámos à fralda durante a noite(depois de 2 meses sem acidentes nocturnos). O Nº 1 está a 90% e o Nº2 ainda longe do objectivo (e não vejo maneira de resolver o assunto!).

Os dias de praia já lá vão. Correram bem melhor do que o esperado, com um Diogo sempre ansioso por ir à praia. É lógico que praia para ele é correr, atirar areia para dentro de água e gritar como se não houvesse amanhã. Sentar é mentira e apanhar sol refastelada na toalha é para meninas. Mas vá, correu bem, sem birras e até conseguimos que ele entrasse dentro de água até ao peito sem stress! Não fossem os "vizinhos de toalha", e teria sido perfeito. Isso e a gravação de uma certa novela (ou novelo) lá perto... E o andar com o computador atrás a ver se o MEC se decidia a dar-nos sossego ou não. Ah! E o lamber algas. E os braços. Compensa a falta de sal na comida, sabem? Ficam as conchas, as bolas de berlim, o meio-bronze e as saudades da casinha castanha.

E pronto, estamos no final de Agosto. Para quem não se lembra, a seguir vem Setembro e com ele toda uma carrada astronómica de mudanças que vão obrigar-me a contar até 10, em russo, muito de-va-ga-ri-nho a cada 10 minutos. Para além da entrada no 1º ciclo e tudo o resto que vem por acréscimo, ainda falta saber onde o pai será colocado e que implicações isso terá na vida lá de casa. Já estou a ver a cena: nós, caixotes, mudanças, procurar casa, escola e terapias para o puto numa vila qualquer atrás-do-sol-posto... bah, que treta de vida. Até já estava tudo orientado: conhecemos as professoras, a escola, as terapeutas... e de repente, PUFF, fez-se o Choca-coiso! Nem os livros encomendei ainda... Qual Homem-Aranha qual carapuça! Cá em casa já trepamos todos pelas paredes!... grunf...


Hoje despeço-me não só com amizade como o outro senhor, mas com um conselho:
SE OS VOSSOS FILHOS VOS DISSEREM QUE QUEREM SER PROFESSORES, PONHAM-NOS DE CASTIGO. ATÉ AOS 40. NINGUÉM MERECE! Um dia ainda me agradecem...

domingo, 22 de setembro de 2013

As férias!

Eu sei, eu sei... sou uma amiga desnaturada que não tem dito nada...
Ainda estou em modo-adaptação à rotina...

O Diogo esteve em casa desde Julho. Não houve grandes saídas, apenas uma semana de férias numa casa de bonecas. Não acreditam? :) Pertinho da praia, isolada do resto do mundo, foi o paraíso!
O Diogo adorou a casinha castanha, a Mia andava deliciada e nós descansámos! E mais! Todos os dias o piolho pediu: "praia? água?" Que diferença do ano passado!!!


Durante uma semana inteira, nada de birras nem stress. Mostrou-nos que sabia cada vez mais palavras em inglês (bendito tablet!): cores, partes do corpo, números, alguns opostos, tudo em contexto!

Apenas uma vez tentámos ir a um jardim com parque infantil, que estava cheio de meninos e pais e correu muito bem, até ...  Um dos pequenos começou a perseguir o Diogo e a impedir a passagem dele no escorrega. Tudo sob o olhar atento e algo orgulhoso do pai. O meu filho ignorava-o e isso parecia irritar o garoto... Nós estávamos atentos, claro! Quando o Diogo decidiu ir para o baloiço, adivinhem quem já lá estava? Pois... E sabem o que aconteceu a seguir? O Diogo começou a chorar e a gritar que queria o baloiço. E nem o puto nem o pai se moveram das suas posições...
Não queria que o puto saísse: é uma criança e tem tanto direito de estar ali como o Diogo. Mas incomodou-me a postura do pai, que mesmo vendo que o Diogo não era igual aos outros meninos não interveio.
Resultado: o Diogo saiu em braços, a espernear e a gritar, e o outro menino continuou calmamente no baloiço... Daqui a uns anos provavelmente será mais um bully, que se aproveitará dos mais fracos e indefesos para recalcar todas as falhas da educação parental. O pai dele será atirado para um lar assim que der trabalho e será visitado sempre que o ordenado não chegar ao final do mês...

Estou a ser , eu sei... mas custa-me pensar que pode haver meninos diferentes na mesma escola ou na mesma sala que esta criança... espero estar errada e naquele dia o pai estava distraído com qualquer coisa e não se apercebeu de nada.

Obrigada ao pessoal da casinha castanha: Lurdes, Mário, Filipa e à simpática Joana, voltamos um dia destes!

terça-feira, 31 de julho de 2012

As férias... ou melhor, os dias na praia

Ninguém merece.

Há sei lá quanto tempo que não fazíamos férias... ou o €€€ anda demasiado curto, ou não há condições físicas, ou sei lá o quê.
Este ano decidimos fazer praia. Escolhemos com calma, ponderando todos os possíveis cenários e diferentes variáveis, já que para além de ter que ser um local sossegado, tinha que ter condições para levarmos a Mia. Lá encontrámos e lá fomos.
{suspiro}

A viagem correu bem, a casa até era porreira e a zona fantástica. O Diogo andava agitado mas pensei que fosse da mudança de ares. Perguntei se queria ir à praia, ficou todo entusiasmado e lá fomos ao final da tarde do primeiro dia. Brincou com a areia e até molhou os pés!

A partir desse momento entrou numa espiral de ansiedade e nervosismo. Começou a bater na cara dele e na nossa... tive que ir à farmácia comprar uma pomada para lhe besuntar a cara porque está cheia de nódoas negras! E não, não estou a exagerar... tem as bochechas cheias de hematomas, a alastrar para os olhos... e se houver alguma coisa à mão, serve como arma de arremesso! Cada vez que se enerva, bate na cara e se lhe dizemos para não o fazer, piora e descontrola-se completamente...

As birras, ou melhor, os meltdowns, tornaram-se cada vez mais violentos e barulhentos. Em casa dizia sempre que "quero praia, brincar areia" mas ao chegar lá, não queria sair do carro. Optámos por mostrar a praia de manhã e se ele não quisesse sair do carro íamos dar uma volta de carro e tentávamos mais tarde. Conseguimos sentá-lo na areia 3 ou 4 vezes (brinquedos novos!) e invariavelmente passado algum tempo lá vinha ele dizer "vamos embora"... e nós íamos. Sim, porque se ele começava aos gritos na areia o espectáculo podia ser ouvido a centenas de metros de distância! Numa das vezes o pai pegou nele e fugiu do areal, enquanto eu recolhia as tralhas... e como fiquei para trás pude ouvir as diferentes pérolas cagadas pelos ignorantes esparramados ao céu nublado (sim, porque sol foi só quando me vim embora!)... a única coisa que posso dizer em relação a isso é... {som agudo e constante enquanto expresso a minha opinião sobre esta gente...}

Resultado: 7 dias de stress, pouca praia, frio e alguma chuva. A gata dormia debaixo de um cobertor (mas essa também não bate bem da bola!) e nós andávamos de casaco. Viemos embora antes do que tínhamos planeado porque estava farta de gritos e tinha ataques de choro constantes. AH! E escusado será dizer que desisti (outra vez) do desfralde! Nem passa perto da casa de banho!!!!!
Cantou e riu durante a viagem de regresso. Em casa esteve bem até ser contrariado e voltou tudo ao mesmo...
Valeram-nos os bivalves, os caranguejos-eremitas e a Mimosa pudica L.


Sim, vamos procurar ajuda brevemente...
Tenho que falar... senão dou em doida!

Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.

Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...

E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita...
comentários, agradecem-se!