As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

E quem é verdadeiramente feliz?

A vida corre... tens um emprego (reles, mas emprego!), casa, carro, marido e filho. O €€€ não abunda mas resolve, és saudável apesar de usares emplastros (1) para as dores das costas.
Os dias sucedem-se.
E de repente dás contigo a pensar? - "Se tenho tudo, porque não sou feliz?"
Sim, claro, às vezes estás bem. E andas tão cansada que não tens tempo para sequer pensar, quanto mais para crises existenciais. Mas há dias... em que tudo vem ao chão! Ou porque o marido telefona a dizer que afinal não vai almoçar (e tu só passaste 2 horas de volta do fogão!), ou porque o puto só grita e tu já não suportas os gritos, ou porque queres dormir e não consegues...
Bem...! O que eu gostava de dizer que dormi uma noite inteira! Sem pesadelos, sem insónias, sem cotoveladas...
Como eu gostava de ter um botão on/off. Era tão mais simples não era?
- Birras: OFF
- Ordenado de m***a: OFF
- Contas para pagar: OFF
- Sensação constante de que sou má mãe:  OFF
- O miúdo não é igual aos outros: OFF, OFF, OFF, OFF...


Enfim...
Pelo menos, ainda tenho a dor nas costas. Lembra-me que o que dói, existe. Se não doesse, se não custasse, não era verdadeiro. Não acredito que aquelas pessoas ditas "normais" que passeiam na rua com os filhos perfeitos sejam felizes. Ná! Alguma coisa não deve ser absolutamente perfeita nas vidas delas, elas é que conseguem disfarçar bem.
Resumindo: eu não queria, mas às tantas lá vou voltar aos benditos comprimidos da felicidade. Pelo menos a vida parece ser mais leve e já volto a escrever aqui o quanto eu sou feliz por ter um filho diferente de todas as outra crianças.

PS: As saudades que eu tenho da minha Luna...








(1)Emplastro ou emplasto é uma forma de medicação transdérmica caracterizada pela colocação sobre a pele de alguma substância sólida quente com o intuito de esquentar e/ou amolecer os tecidos, acelerando o processo de cura. Também é conhecido por compressa ou cataplasma.                in http://pt.wikipedia.org/wiki/Emplastro

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Apesar de tudo...

Finalmente, férias! Quer dizer, "interrupção lectiva"... Tanto ansiei por uns dias de descanso que finalmente chegaram! E o que acontece?? An? Chove a potes, pois claro! Like cats and dogs....

Como se não bastasse, o carro decidiu que precisava de férias (sim, porque os carros podem ter férias, os professores não!)... no mecânico.
A venda da casa que estava "enguiçada" parecia ter "desenguiçado"... mas não! Afinal faz falta mais um quarto! Grunf...
"É desta que eu durmo umas sestas", pensei eu. Pois. O puto decidiu trocar os sonos... vá lá, hoje até dorme!

Daqui a pouco o puto acorda. Depois vai trepar pelas paredes por estar farto de estar em casa. "Podiamos ir jantar fora... mas espera, não temos carro! Tá bem, faz-se qualquer coisa. Ops, estamos quase sem fruta e o frigorífico está quase vazio. Hum. Ok. Batido de atum pa toda a gente". Mentira, é só humor de chuva.

Apesar de tudo, estou bem. O meu pequeno portou-se maravilhosamente nos dias em que fomos aos avós. Sem (grandes) birras, sempre bem disposto e simpático. E quando queria ir para a rua, dizia "Abe a póta!". Em três palavras: Deli-ci-oso. 

E agora que o fui adormecer dou comigo a sorrir enquanto olho para ele... sabem como faz um cachorrito para dormir? Voltas e voltas e voltas... assim estava o Diogo, com os pés na cara da mãe, agarrado à fralda e à chucha, entoando aquela resmunguice de sono que só os bebés sabem fazer. Naquele momento esqueci a chuva, o carro e tudo o resto.
Apesar de tudo, sou feliz.

domingo, 3 de abril de 2011

Algo tão simples...

Ontem tivemos visitas... inesperadas mas muito bem vindas! Entre elas, uma pequena princesa de 6 anos, com um sorriso aberto e sincero e uma energia contagiante! Entre risos, gritinhos e correrias, eis que damos com o nosso Diogo a ser perseguido por ela (a sua brincadeira predilecta!) e de repente... ela diz "agora és tu!" e foge. O espanto embaciou-me os olhos e deixei transbordar a minha alegria (e o meu espanto!) quando vejo o Diogo, aquele mesmo menino adorado que não interage com crianças da idade dele e prefere adultos a correr atrás da menina com uma gargalhada deliciosa! Em 3 anos, 4 meses, 1 semana e 2 dias foi a primeira vez que vi o meu filho a interagir com outra criança. No infantário, segundo me dizem, ele não brinca com os outros meninos, só se for para lhe tirar os lápis de cor...
Cinco minutos depois somos chamados ao escritório, onde estão os dois sentados a desenhar, muito calmamente a partilhar os lápis, como se o fizessem todos os dias... ninguém diria que se conheceram apenas 2 ou 3 horas antes...

Algo tão simples... que me deixou tão feliz. Afinal, nada acontece por acaso, não é?
Obrigada amiga: por tudo.
Tenho que falar... senão dou em doida!

Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.

Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...

E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita...
comentários, agradecem-se!