Há exactamente 6 anos, por volta desta hora (15h35) nascia com 3.350 kg na maternidade Dr Daniel de Matos em Coimbra, o mais desejado e ansiado filho: o meu Diogo.
- Estava nervosa? Era o primeiro filho, claro que estava! Mas fui a cantar para a maternidade, depois de me rebentar o saco das águas no tapete do quarto e de ter tomado um bom banho!
- O marido? Em êxtase, como de esperar... mas com o raciocínio perfeito! Sim, porque ainda se lembrou de ir forrar o banco do carro onde me iria sentar...
- Foi um parto difícil? Sim, 14 horas, fórceps e muita gente desorientada naquela sala de partos...
- Amei-o no primeiro instante em que o vi? Não. Amei-o muito antes de nascer, muito antes de o sentir mexer na minha barriga. Amei-o no dia em que soube que tinha sido concebido e no dia em que o teste de gravidez o confirmou. Amo-o até hoje, todos os dias um pouco mais.
- Estaria preparada para a maneira de ser dele? Não. ninguém pode estar.
Hoje celebro o seu 6º aniversário.
Celebro todas as suas conquistas mas não posso deixar de pensar em tudo o que ainda não atingiu... e a angustia de não saber como será o futuro dele quase que apaga a alegria do seu aniversário. Não sei se algum dia terei netos, ou se algum dia conseguirá ter um curso ou uma profissão que goste. Não sei se algum dia encontrará aceitação nesta sociedade de treta ou conseguirá ter a sua própria casa. Não sei nada e isso mata-me um pouco todos os dias...
Mas o dia de hoje é de jubilo, porque é o dia dele.
E não admito que ninguém venha sequer tentar ofuscar o brilho natural dele com tretas. Nem mesmo eu!
Por isso e por muito mais:
Parabéns meu amor! Que sejas muito, muito feliz.
Gosto mais de ti do que de batata frita <3
As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...
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domingo, 24 de novembro de 2013
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
4 anos!!!!
Tenho 3 ou 4 posts meio feitos... mas hoje vou voltar a deixá-los de lado.
Já mal me lembro das 14 horas em trabalho de parto, das "dúzias" de pessoas que me avaliaram a dilatação e fizeram pensar que nunca mais voltaria à forma original, das caras de susto dos obstetras quando viram que ele não saía, dos fórceps, do pânico que senti porque não mo mostraram quando ele nasceu e o levaram para a sala ao lado (porque estavam mais preocupados comigo)...
Lembro-me sim, do cheiro do pequeno quando chegou ao meu colo, do ar de êxtase do pai, do tamanho dos dedos (e das unhas!!!), da primeira vez que mamou, dos avós que voaram para a maternidade, do meu pai encostado à parede a chorar enquanto olhava para o neto pela primeira vez, da fila de gente que se juntou no dia a seguir, do jogo da Académica com o Benfica que eu espreitei da janela do quarto (Académica 1 - 3 Benfica), de ter medo de ir à casa de banho (dentro do quarto) para não o deixar sozinho...
Sei que não tem sido fácil aturar-me, filho. A mãe está sempre em stress e exige-te coisas que tu não consegues fazer (ainda). Acredita que és tudo o que sempre desejei, e que vou estar sempre aqui para ti.
O amor que sinto por ti cresce todos os dias e não vai desaparecer nunca. És o meu Diogo, o meu pirulito, o tiroliro, a minha peste... Parabéns, amor!
O meu Diogo faz hoje 4 anos!
Já mal me lembro das 14 horas em trabalho de parto, das "dúzias" de pessoas que me avaliaram a dilatação e fizeram pensar que nunca mais voltaria à forma original, das caras de susto dos obstetras quando viram que ele não saía, dos fórceps, do pânico que senti porque não mo mostraram quando ele nasceu e o levaram para a sala ao lado (porque estavam mais preocupados comigo)...
Lembro-me sim, do cheiro do pequeno quando chegou ao meu colo, do ar de êxtase do pai, do tamanho dos dedos (e das unhas!!!), da primeira vez que mamou, dos avós que voaram para a maternidade, do meu pai encostado à parede a chorar enquanto olhava para o neto pela primeira vez, da fila de gente que se juntou no dia a seguir, do jogo da Académica com o Benfica que eu espreitei da janela do quarto (Académica 1 - 3 Benfica), de ter medo de ir à casa de banho (dentro do quarto) para não o deixar sozinho...
Sei que não tem sido fácil aturar-me, filho. A mãe está sempre em stress e exige-te coisas que tu não consegues fazer (ainda). Acredita que és tudo o que sempre desejei, e que vou estar sempre aqui para ti.
O amor que sinto por ti cresce todos os dias e não vai desaparecer nunca. És o meu Diogo, o meu pirulito, o tiroliro, a minha peste... Parabéns, amor!
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Tenho que falar... senão dou em doida!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!
