As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...
Mostrar mensagens com a etiqueta saudades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saudades. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

4 anos!!!!

Tenho 3 ou 4 posts meio feitos... mas hoje vou voltar a deixá-los de lado.

O meu Diogo faz hoje 4 anos! 

Já mal me lembro das 14 horas em trabalho de parto, das "dúzias" de pessoas que me avaliaram a dilatação e fizeram pensar que nunca mais voltaria à forma original, das caras de susto dos obstetras quando viram que ele não saía, dos fórceps, do pânico que senti porque não mo mostraram quando ele nasceu e o levaram para a sala ao lado (porque estavam mais preocupados comigo)...

Lembro-me sim, do cheiro do pequeno quando chegou ao meu colo, do ar de êxtase do pai, do tamanho dos dedos (e das unhas!!!), da primeira vez que mamou, dos avós que voaram para a maternidade, do meu pai encostado à parede a chorar enquanto olhava para o neto pela primeira vez, da fila de gente que se juntou no dia a seguir, do jogo da Académica com o Benfica que eu espreitei da janela do quarto (Académica 1 - 3 Benfica), de ter medo de ir à casa de banho (dentro do quarto) para não o deixar sozinho...

Sei que não tem sido fácil aturar-me, filho. A mãe está sempre em stress e exige-te coisas que tu não consegues fazer (ainda). Acredita que és tudo o que sempre desejei, e que vou estar sempre aqui para ti.
O amor que sinto por ti cresce todos os dias e não vai desaparecer nunca. És o meu Diogo, o meu pirulito, o tiroliro, a minha peste... Parabéns, amor!
Tenho que falar... senão dou em doida!

Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.

Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...

E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita...
comentários, agradecem-se!