O puto anda agitado. Muito agitado. Corre que nem um desalmado. Grita quando está chateado e quando está contente... agora deu em bater com o dedo indicador em tudo: paredes, mesas, tv, tudo o que tenha botões, na própria cabeça... não sei como ainda não se magoou, já que bate com uma força bruta que só visto! Enfim, torço para que seja só mais uma fase... chata, mas uma fase. Coiso.
A gata anda louca. Deu em comer alface. Cá para mim queria mesmo era uma dose de erva e o verde da alface entusiasmou-a. Bem, antes isso que o resto das plantas. Ou não, sei lá....
Amanhã voltamos ao teste auditivo. Logo se vê. Estou farta. Quero uma vida nova. É capaz de dar para notar, pelo cuidado que estou a ter na elaboração deste texto. Se não fosse um ou outro parágrafo lá atrás, ainda diziam que estava a imitar o Saramago. Coiso. Ou tal. Whatever. F***
As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Vendo!
Está a chegar a Primavera. Com ela, os pólens de vários tipos, as andorinhas e as arrumações. Olhando para a minha pequena casa alugada, identifico alguns itens que deixei de usar ou não têm grande utilidade. Aqui ficam, à disposição de quem quiser, por preço a combinar.
Espero pelas vossas propostas!!!!
Item #1
- Diploma universitário: saiu 2 vezes da caixa. Em latim, como manda a tradição e com o belo selo de prata a comprovar que me matei a estudar (ou nem tanto!) para acabar com média de 15 valores. Não deve voltar a ser necessário, já que para trabalhar num hipermercado ou "mulher a dias", o grau de licenciatura (ainda) não é um requisito obrigatório.
Item #2
- Bichices diversas: anda tudo c'a maleita. Se procuram uma razão mais do que válida para faltar ao emprego pelo menos uma semanita, levem vírus cá de casa!!! São dos bons!!!! Garantem febre e produção de gosma em quantidades dignas do Exorcista! Levam 3 pagam 2!
Item #3
- Gosma. Relacionado com o item anterior. Várias cores e texturas. Produção caseira e diária.
Item #4
- Bicha do demónio: destruição garantida de todas as plantas da casa. Agora com a função de roer livros e revistas. Salta desalmadamente por cima de vocês enquanto estiverem a dormir como se a casa estivesse para ruir. Não aconselhada a pessoas sensíveis ou com com problemas cardíacos.
Item #5
- Triciclo. Vulgarmente conhecido por pescocite (pela minha sogra, vá!). FDP de mau jeito que dei no pescoço e que faz com que o meu dia seja muito mais interessante, já que tenho que virar o corpo todo sempre que quero ver alguma coisa. grunf.
Item #6 - SUJEITO A CONFIRMAÇÃO
-Marido. Bem conservado. Há dias em que o vendia... :)
Item #7 - ESGOTADA
- Paciência. Em conjunto com vontade de fazer alguma coisa de vida.
Tenho ainda em stock uma boa quantidade de mau feitio e neuras diversas, pelo que não prevejo que esgotem rapidamente.
Aguardo os vossos contactos.
Later, alligator.
Espero pelas vossas propostas!!!!
Item #1
- Diploma universitário: saiu 2 vezes da caixa. Em latim, como manda a tradição e com o belo selo de prata a comprovar que me matei a estudar (ou nem tanto!) para acabar com média de 15 valores. Não deve voltar a ser necessário, já que para trabalhar num hipermercado ou "mulher a dias", o grau de licenciatura (ainda) não é um requisito obrigatório.
Item #2
- Bichices diversas: anda tudo c'a maleita. Se procuram uma razão mais do que válida para faltar ao emprego pelo menos uma semanita, levem vírus cá de casa!!! São dos bons!!!! Garantem febre e produção de gosma em quantidades dignas do Exorcista! Levam 3 pagam 2!
Item #3
- Gosma. Relacionado com o item anterior. Várias cores e texturas. Produção caseira e diária.
Item #4
- Bicha do demónio: destruição garantida de todas as plantas da casa. Agora com a função de roer livros e revistas. Salta desalmadamente por cima de vocês enquanto estiverem a dormir como se a casa estivesse para ruir. Não aconselhada a pessoas sensíveis ou com com problemas cardíacos.
Item #5
- Triciclo. Vulgarmente conhecido por pescocite (pela minha sogra, vá!). FDP de mau jeito que dei no pescoço e que faz com que o meu dia seja muito mais interessante, já que tenho que virar o corpo todo sempre que quero ver alguma coisa. grunf.
Item #6 - SUJEITO A CONFIRMAÇÃO
-Marido. Bem conservado. Há dias em que o vendia... :)
Item #7 - ESGOTADA
- Paciência. Em conjunto com vontade de fazer alguma coisa de vida.
Tenho ainda em stock uma boa quantidade de mau feitio e neuras diversas, pelo que não prevejo que esgotem rapidamente.
Aguardo os vossos contactos.
Later, alligator.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Otorrino e blábláblá...
O blog fez um ano, qu'é como quem diz, há um ano que fui obrigada a escrever para aliviar o peso que trazia no peito.
Um ano depois, muita coisa mudou: estou desempregada, tenho menos dinheiro, tenho uma gata, encontrei amigos que se preocupam e despachei amigos que nunca se preocupavam (ou que nunca faziam cedências). Muitas outras coisas continuam na mesma: continuo longe de casa, continuo com vontade de chorar e continuo a rezar para que esta vida que tenho seja só um pesadelo... grunf.
Ontem fomos ao Hospital. O otorrino decidiu na consulta do dia 16 (40€ por 2,5 minutos!!!) que como o Diogo não colaborava, era melhor fazer otoemissões, a fim de avaliar se ele ouve bem ou não. Se esse exame não resultasse, passaríamos para o teste de potenciais evocados, que implica sedar o garoto... not cool. É lógico que comecei a sofrer por antecipação desde esse preciso minuto.
Com o puto até calminho, lá vem a técnica enfiar qualquer coisa na orelha... ou melhor, tentar. Não deu, óbvio. O miúdo entrou em pânico e desatou num berreiro, daqueles capazes de fazer registos de 8.0 na escala de Richter... foi apertado e obrigado a estar sossegado até que a moça lá desistiu. Resultado? Voltamos lá para a semana... O que me F*** nesta história toda é o discurso: "em termos estruturais, o ouvido é perfeito." e "vê-se que ele ouve bem". Então para que é que é toda esta merdinha de testes? Eu sei, pode haver um milhão de possibilidades de ele ouvir mal algumas frequências, mas estou fartinha... Haviam de ver o olhar de PÂNICO de duas velhotas que estavam para entrar a seguir na sala de testes. A técnica saiu e disse logo muito apressada: " não se assustem, isto não dói nada!". Senti-me revoltada, com toda a gente do corredor a olhar para o garoto aos gritos como se ele fosse um assassino condenado. Ainda houve uma que lhe disse "Chiu!"... ah, caraças, que vontade de esganar alguém... A vontade era dizer "O puto é autista, pode fazer figuras tristes, qual é que é a sua desculpa para ser estúpida?"
Estou em ponto de rebuçado. Apetece-me entrar num quarto escuro e não voltar a sair. Esquecer que tenho uma vida e deixar-me levar pelo silêncio até não doer mais.
Tranquilo. Isto passa. Passa sempre... é só mais um dia (leia-se semana, mês ou ano) de neura que atrofia o juízo a quem já não tinha muito. Coiso.
Um ano depois, muita coisa mudou: estou desempregada, tenho menos dinheiro, tenho uma gata, encontrei amigos que se preocupam e despachei amigos que nunca se preocupavam (ou que nunca faziam cedências). Muitas outras coisas continuam na mesma: continuo longe de casa, continuo com vontade de chorar e continuo a rezar para que esta vida que tenho seja só um pesadelo... grunf.
Ontem fomos ao Hospital. O otorrino decidiu na consulta do dia 16 (40€ por 2,5 minutos!!!) que como o Diogo não colaborava, era melhor fazer otoemissões, a fim de avaliar se ele ouve bem ou não. Se esse exame não resultasse, passaríamos para o teste de potenciais evocados, que implica sedar o garoto... not cool. É lógico que comecei a sofrer por antecipação desde esse preciso minuto.
Com o puto até calminho, lá vem a técnica enfiar qualquer coisa na orelha... ou melhor, tentar. Não deu, óbvio. O miúdo entrou em pânico e desatou num berreiro, daqueles capazes de fazer registos de 8.0 na escala de Richter... foi apertado e obrigado a estar sossegado até que a moça lá desistiu. Resultado? Voltamos lá para a semana... O que me F*** nesta história toda é o discurso: "em termos estruturais, o ouvido é perfeito." e "vê-se que ele ouve bem". Então para que é que é toda esta merdinha de testes? Eu sei, pode haver um milhão de possibilidades de ele ouvir mal algumas frequências, mas estou fartinha... Haviam de ver o olhar de PÂNICO de duas velhotas que estavam para entrar a seguir na sala de testes. A técnica saiu e disse logo muito apressada: " não se assustem, isto não dói nada!". Senti-me revoltada, com toda a gente do corredor a olhar para o garoto aos gritos como se ele fosse um assassino condenado. Ainda houve uma que lhe disse "Chiu!"... ah, caraças, que vontade de esganar alguém... A vontade era dizer "O puto é autista, pode fazer figuras tristes, qual é que é a sua desculpa para ser estúpida?"
Estou em ponto de rebuçado. Apetece-me entrar num quarto escuro e não voltar a sair. Esquecer que tenho uma vida e deixar-me levar pelo silêncio até não doer mais.
Tranquilo. Isto passa. Passa sempre... é só mais um dia (leia-se semana, mês ou ano) de neura que atrofia o juízo a quem já não tinha muito. Coiso.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Mudança das regras... a meio do jogo!
Ontem andei enervada. Daqueles "nêrves" que em vez de dar para barafustar, dão para abrir as torneiras. Daqueles "nêrves" que te deixam enervada pela figura triste que estás a fazer! Grunf.
Já não bastava estar em casa a tomar conta da gata, ter que andar a contar os trocos do bolso, estar um frio do ca-ra-ças, estar longe de tudo o que sempre considerei familiar, viver num país de m**da que não respeita ninguém... ainda tenho que me preocupar com as súbitas mudanças impostas pelos outros e que afectam directamente o pouco sossego que tenho cá em casa.
Sempre fui de opinião que em equipa que ganha, não se mexe! Se uma determinada estratégia funciona, para quê alterá-la? Corremos o risco de a mudança nos deixar com as calças em baixo, no meio do campo adversário, a 30 segundos do final. E está frio.
Elaborarei. Que é como quem diz, hei-de cá voltar para explicar o que me anda a f**er os nêrves. Vou falar com "o mister", mostrar o meu ponto de vista, devidamente fundamentado pela legislação em vigor e depois explico.
Tanto trabalho (e €€€!) para que o garoto esteja bem, e de um momento para o outro...
Haja chá de tília... que aos antidepressivos eu NÃO VOLTO!
Já não bastava estar em casa a tomar conta da gata, ter que andar a contar os trocos do bolso, estar um frio do ca-ra-ças, estar longe de tudo o que sempre considerei familiar, viver num país de m**da que não respeita ninguém... ainda tenho que me preocupar com as súbitas mudanças impostas pelos outros e que afectam directamente o pouco sossego que tenho cá em casa.
Sempre fui de opinião que em equipa que ganha, não se mexe! Se uma determinada estratégia funciona, para quê alterá-la? Corremos o risco de a mudança nos deixar com as calças em baixo, no meio do campo adversário, a 30 segundos do final. E está frio.
Elaborarei. Que é como quem diz, hei-de cá voltar para explicar o que me anda a f**er os nêrves. Vou falar com "o mister", mostrar o meu ponto de vista, devidamente fundamentado pela legislação em vigor e depois explico.
Tanto trabalho (e €€€!) para que o garoto esteja bem, e de um momento para o outro...
Haja chá de tília... que aos antidepressivos eu NÃO VOLTO!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A MINHA GATA É AUTISTA!!!!!!!!!!!!
É verdade, gente. Olhando para a bicha do demónio detecto nela grandes indícios de autismo.
E tenho provas!!! Não acreditam? Bah! Ora vejam!
Um dos grandes sinais de alarme no autismo é o interesse exagerado e obsessivo por uma actividade
repetitiva.
- objectos que produzam movimento, sobretudo repetitivos: máquina de lavar roupa? Horas de observação atenta...
- luzes ou objectos brilhantes: pobre árvore de Natal! Entre Diogo e Mia, não imaginam o que sofreu nestes dias. Todos os dias recupero enfeites de Natal, escondidos em sítios estranhos... debaixo do sofá, por exemplo! Xiiii, mente suja...
- números e ordenações numérica e/ou desenhos e símbolos gráficos repetitivos: o Diogo brinca com números e letras. A Mia? Também? Desde que desperte interesse no puto, a gata adora. Peças pequenas ou grandes, de espuma, plástico, cordéis, carrinhos que ocasionalmente saem do cesto (o que é raro, porque não têm letras!), tudo serve! E se fizer barulho, melhor!!!!
E a pista do Pocoyo? É a loucura de um e outro... mesmo sem letras ou números, nenhum dos dois resiste a tentar destruir o dito brinquedo.
Então? É ou não é autista???
Não. Não enlouqueci completamente. Ainda...
Há dias em que me apetece brincar com a coisa.
Quem sabe o dia não passa mais rápido?
Bom Ano a todos.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Bons pais, maus pais...
Não posso dizer que esteja numa das melhores fases da minha vida: parece que tudo encrava, tudo avaria, tudo se confunde... aquilo que era o mais certo de tudo acaba por ser a maior dúvida de todas, a paz que procuro parece cada vez mais distante.
Dou comigo a pensar se tudo o que tenho feito pelo Diogo... será suficiente ou exagero? Estarei a esquecer-me de alguma coisa ou estou a fazer mais do que devia? Qual é a diferença entre ser uma mãe atenta às necessidades do filho e uma mãe neurótica sedenta de diagnósticos e terapias?
Quem é que me sabe dizer onde acaba a boa mãe e começa a má mãe? E onde é que eu aprendo a fazer essa distinção? É que se torna muito complicado! Por exemplo:
E por aquilo que tenho ouvido, ninguém sabe. Instinto, alguém me disse. "O teu coração de mãe sabe o que fazer".
Pois. É mesmo isso. Tal e qual...
E estar vivo é o contrário de estar morto. Dah.
Dou comigo a pensar se tudo o que tenho feito pelo Diogo... será suficiente ou exagero? Estarei a esquecer-me de alguma coisa ou estou a fazer mais do que devia? Qual é a diferença entre ser uma mãe atenta às necessidades do filho e uma mãe neurótica sedenta de diagnósticos e terapias?
Quem é que me sabe dizer onde acaba a boa mãe e começa a má mãe? E onde é que eu aprendo a fazer essa distinção? É que se torna muito complicado! Por exemplo:
- Terapia de fala: Sim ou não? Se sim, porquê? E se não, porquê? Até acho que possa fazer diferença em miúdos com problemas de linguagem, mas e quando não há linguagem? A terapia ensina a falar ou corrige erros existentes? Justifica o stress do garoto e o stress da mãe?
- Desfralde: agora ou esperar até ele decidir que está pronto? Sou má mãe por querer que ele seja mais independente ou por insistir em que ele faça qualquer coisa que o deixa enervado? Ou serei melhor mãe se o deixar andar com fraldas até aos 18 anos?
- 3ª, 4ª e 5ª opinião médica: arriscar ouvir outro diagnóstico disparatado? Ou medo de arriscar ouvir o bom diagnóstico porque tanto anseio?
- podia estar todo o dia nisto... grunf.
E por aquilo que tenho ouvido, ninguém sabe. Instinto, alguém me disse. "O teu coração de mãe sabe o que fazer".
Pois. É mesmo isso. Tal e qual...
E estar vivo é o contrário de estar morto. Dah.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Para a minha cara-metade
Na vida tudo muda, bom ou mau. Quando decidimos ter um filho (por volta da 1 da manhã do dia 1 de Janeiro de 2007) nunca imaginámos o quanto a nossa vida iria mudar. Acabaram-se as férias de tenda de campismo no carro, a parar onde nos desse na real gana. Acabaram as sessões de cinema no sofá até doer o traseiro (a saga da Guerra das Estrelas toda seguida!) e as idas ao cinema. Nunca mais voltámos ao campo à procura de fósseis ou fotografar as nossas adoradas orquídeas. Acabou a manhã na cama, só porque nos apetecia.
Agora somos 3: temos horários, (especialmente de manhã), os filmes da tv são principalmente desenhos animados, passeios no campo só se for a correr atrás do pequeno, férias são mentira porque não há dinheiro e o garoto não reage bem a "mudanças de rotina"...
Não temos tempo para nada, andamos sempre a correr e em stress: ou é o frio, ou é o calor, ou é o lanche, ou é a birra... Não temos tempo um para o outro e às vezes nem vontade (falo por mim, eu sei que tens sempre vontade!). Mas acredita amor, que apesar de todo este tormento que tem sido a nossa vida nos últimos tempos, não mudava nada na vida que construímos a dois. Temos um filho lindo, que nos dá cabelos brancos e tímpanos novos todos os dias, mas que eu amo profundamente, apesar de às vezes não parecer...
Tem calma comigo e com ele. Obrigada pelo carinho que tantas vezes não sei como retribuir, obrigada por me mandares arejar quando me vês triste, obrigada por dormires com ele quando vês que me doem as costas, obrigada por estares aqui... e desculpa, pela falta de jeito e de não te tratar como mereces.
És tu que mantens colados os pedaços que teimam em partir em mim...
LU
bj
Agora somos 3: temos horários, (especialmente de manhã), os filmes da tv são principalmente desenhos animados, passeios no campo só se for a correr atrás do pequeno, férias são mentira porque não há dinheiro e o garoto não reage bem a "mudanças de rotina"...
Não temos tempo para nada, andamos sempre a correr e em stress: ou é o frio, ou é o calor, ou é o lanche, ou é a birra... Não temos tempo um para o outro e às vezes nem vontade (falo por mim, eu sei que tens sempre vontade!). Mas acredita amor, que apesar de todo este tormento que tem sido a nossa vida nos últimos tempos, não mudava nada na vida que construímos a dois. Temos um filho lindo, que nos dá cabelos brancos e tímpanos novos todos os dias, mas que eu amo profundamente, apesar de às vezes não parecer...
Tem calma comigo e com ele. Obrigada pelo carinho que tantas vezes não sei como retribuir, obrigada por me mandares arejar quando me vês triste, obrigada por dormires com ele quando vês que me doem as costas, obrigada por estares aqui... e desculpa, pela falta de jeito e de não te tratar como mereces.
És tu que mantens colados os pedaços que teimam em partir em mim...
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Tenho que falar... senão dou em doida!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!




