As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bons pais, maus pais...

Não posso dizer que esteja numa das melhores fases da minha vida: parece que tudo encrava, tudo avaria, tudo se confunde... aquilo que era o mais certo de tudo acaba por ser a maior dúvida de todas, a paz que procuro parece cada vez mais distante.
Dou comigo a  pensar se tudo o que tenho feito pelo Diogo... será suficiente ou exagero? Estarei a esquecer-me de alguma coisa ou estou a fazer mais do que devia? Qual é a diferença entre ser uma mãe atenta às necessidades do filho e uma mãe neurótica sedenta de diagnósticos e terapias?

Quem é que me sabe dizer onde acaba a boa mãe e começa a má mãe? E onde é que eu aprendo a fazer essa distinção? É que se torna muito complicado! Por exemplo:
  • Terapia de fala: Sim ou não? Se sim, porquê? E se não, porquê? Até acho que possa fazer diferença em miúdos com problemas de linguagem, mas e quando não há linguagem? A terapia ensina a falar ou corrige erros existentes? Justifica o stress do garoto e o stress da mãe?
  • Desfralde: agora ou esperar até ele decidir que está pronto? Sou má mãe por querer que ele seja mais independente ou por insistir em que ele faça qualquer coisa que o deixa enervado? Ou serei melhor mãe se o deixar andar com fraldas até aos 18 anos?
  • 3ª, 4ª e 5ª opinião médica: arriscar ouvir outro diagnóstico disparatado? Ou medo de arriscar ouvir o bom diagnóstico porque tanto anseio?
  • podia estar todo o dia nisto... grunf.
Não sei.
E por aquilo que tenho ouvido, ninguém sabe. Instinto, alguém me disse. "O teu coração de mãe sabe o que fazer".
Pois. É mesmo isso. Tal e qual...

E estar vivo é o contrário de estar morto. Dah.

5 comentários:

  1. Dúvidas existênciais de qualquer mãe!! todas as temos, acho que no final todas acabamos por seguir o bom senso e o nosso coração, estaremos certas? não sabemos, isso só o tempo o dirá, mas acho que ser mãe é isso, uma série de tentativa/erro, alguma vez havemos de acertar.
    Há tempos li um livro "Boa (má) mãe" que adorei, só não sei a autora mas descreve todas as nossas neuroses.
    Beijinhos para vocês e muita força

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Tem calma, minha Linda! Só o tempo o dirá , se é bom , se é mau, quando tirar a chucha, quando tirar a fralda...Pensas que são questões de uma MÃE como tu, só porque tens um menino, supostamente diferente? Não Daniela, não são! São as dúvidas que se colocam/colocaram a todas as MÃES de 'primeira viagem,' ou não, e não te esqueças que elas subsistirão sempre.Angústias ,dúvidas, se é hoje ou amanhã,se estão a fazer bem ou mal todas tiveram, e hão-de ter...De facto, não há receitas...Há apenas o Tempo , o 'eu' de cada um de nós, o 'eu' de cada criança e o saber viver ou conseguir ultrapassar um dia atrás do outro com alegrias e tristezas...mas também e, sobretudo, com muito Amor! E olha que é só um coração de MÂE a falar da sua experiência...nunca com o intuito de dar conselhos.Apenas sugestões, apenas partilha.
    Calma, Coragem e Força!!!
    Beijinhos , minha Querida!
    mpm

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  4. Frágil - Jodi Picoult
    Pág. 279-280
    (...) Quem sabe se há uma diferença entre ser-se uma mãe responsável e ser-se uma boa mãe.
    - Há sim - disse eu, e Charlotte olhou para mim, na expectativa.
    Apesar de não conseguir articular a diferença enquanto adulta, em criança, sentira-a. Fiquei a pensar por um instante.
    - Uma mãe responsável é alguém que segue cada passo que o filho dá - disse eu.
    - E uma boa mãe?
    Olhei para Charlotte.
    - É alguém que o filho deseja seguir.
    (...)

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Tenho que falar... senão dou em doida!

Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.

Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...

E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita...
comentários, agradecem-se!