As dúvidas e angustias de uma mãe de primeira viagem quando descobre que o seu tesouro é especial...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Birras e afins...

Num tá fácil, gente!

Já não sei o que fazer mais... o Diogo está numa daquelas fases em que só grita, só reclama, só esperneia... ou porque quer comer, ou porque não quer comer, ou porque tem sono, ou porque quer brincar com outra coisa, ou porque está farto de brincar com o que tem, ou porque lhe apetece... grita quando corre, quando está sentado, quando come, e até enquanto dorme.
Sei lá, no meu cérebro já só ouço gritos e só me apetece gritar de volta! É claro que quanto mais eu grito, mais ele grita também. Grunf.

A dúvida que paira sobre mim é: é birra? Como é que eu sei se ele grita só para atingir aquilo que quer ou se há mesmo qualquer coisa que não está bem?

Noto que ele anda nervoso: morde os lábios, bate incessantemente nas coisas (e nele próprio) e recomeçou o esfreganço no chão... na escola dizem que está tudo bem, em casa não houve alterações... então, porque? Porque raio de razão é que os putos de repente se alteram desta forma? E mais importante ainda, O QUE É QUE EU FAÇO PARA O ACALMAR? AAAAHHHHH! Ok, pronto, já passou.
Sou contra a medicação em garotos desta idade, a não ser que eles ponham em risco a própria saúde ou a dos outros. Ponto. Mas há dias em que...

Já ando a chá calmante. Para além da ginástica duas vezes por semana, vou correr quando posso. Quem sabe se eu estiver cansada, não grite com ele e ele não acalma também? Cansada, fisicamente claro, que de resto...


domingo, 15 de abril de 2012

Teste auditivo... CHECK!

Correu bem. 
A sério!

Potenciais evocados: Eléctrodos na testa e atrás das orelhas, borrachinhas nos ouvidos, mochila de equipamento, algum stress, desviado para a parafernália de tralha que a mãe levou de casa e muitas marteladas no tablet. Mais um bocadito e o puto aprendia a trabalhar com todos os equipamentos da sala.

Hora e meia depois, o teste foi concluído e o resultado será enviado para o otorrino. Segundo a técnica, ele tem resposta positiva em todas as frequências, pelo que a audição é perfeita... Fiquei contente, claro! Mas confesso que tinha uma pontadinha de esperança que todo este "desenvolvimento atípico" fosse relacionado com qualquer coisa físico. Não é. Temos pena... não, temos mesmo! Mas pelo menos, daqui não é.
De onde é? Sei lá, tenho que continuar à procura... grunf.

Mais uma batalha, venceram os birds. Abaixo os porcos.
(Não, ainda não enlouqueci completamente. Mas estou a caminho...)


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os nêrves...

O puto anda agitado. Muito agitado. Corre que nem um desalmado. Grita quando está chateado e quando está contente... agora deu em bater com o dedo indicador em tudo: paredes, mesas, tv, tudo o que tenha botões, na própria cabeça... não sei como ainda não se magoou, já que bate com uma força bruta que só visto! Enfim, torço para que seja só mais uma fase... chata, mas uma fase. Coiso.

A gata anda louca. Deu em comer alface. Cá para mim queria mesmo era uma dose de erva e o verde da alface entusiasmou-a. Bem, antes isso que o resto das plantas. Ou não, sei lá....

Amanhã voltamos ao teste auditivo. Logo se vê. Estou farta. Quero uma vida nova. É capaz de dar para notar, pelo cuidado que estou a ter na elaboração deste texto. Se não fosse um ou outro parágrafo lá atrás, ainda diziam que estava a imitar o Saramago. Coiso. Ou tal. Whatever. F***

domingo, 25 de março de 2012

Bicha do demónio e os dedos dos pés

Diogo: DÓI-DÓI!!!!!!
Mãe: Onde está o dói-dói?
Diogo: O pé...
Mãe: quem te fez o dói-dói?
Diogo: A Mia...
Mãe: foi a Mia...
Diogo: foi Mia...

Pois, a bicha do demónio gosta de morder os dedos dos pés... o que é certo é que esta amostra de diálogo, ainda na remela matinal na caminha, fez o meu dia sorrir...

Bom domingo!

sábado, 24 de março de 2012

2 de Abril – Dia Mundial da consciencialização do Autismo 2012


 

"A associação VENCER AUTISMO vai uma vez mais juntar-se ao movimento Mundial “Light it up Blue” e assim consciencializar cada vez mais a população em geral para esta causa. O este movimento consiste na iluminação em azul, de vários monumentos no mundo inteiro (ex: Empire State Building, Cataratas do Niagara) com o objectivo de sensibilizar toda a população para o tema do Autismo, uma perturbação que está cada vez mais em foco por todo mundo.

O Dia da Consciencialização e Sensibilização para o Autismo traz uma nova luz sobre o Autismo. Ajuda a desenvolver e aumentar o conhecimento do Autismo, a fornecer mais informação sobre a importância do diagnóstico e intervenção precoce.
O Autismo é um complexo distúrbio neurobiológico que tipicamente dura durante toda a vida de uma pessoa. Faz parte de um grupo de distúrbios conhecidos como ASD (Autism Spectrum Disorders).

Estima-se que cerca de 67 milhões de pessoas são afectadas pelo Autismo, fazendo que seja mais comum em certos países do que cancro, diabetes e HIV juntos.

SINAIS DE ALERTA
Os seguintes “sinais” podem indicar que a sua criança está em risco e devia
ser supervisionada para garantir que ele/ela está com o desenvolvimento
padrão ideal.
Se o seu bebé mostrar alguns dos seguintes sinais, peça ao seu pediatra
ou médico de família uma avaliação imediata.
• Não ri, ou tem outra qualquer expressão de felicidade dos seis meses em diante;
• Não imita sons, sorrisos ou qualquer outra expressão facial a partir dos 9 meses;
• Não palra aos 12 meses
• Não aponta, agarra, mostra ou acena aos 12 meses;
• Não diz qualquer palavra aos 16 meses;
• Não diz frases de duas palavras com sentido (sem imitar ou repetir) até aos 24 meses;
• Não responde ao seu nome quando chamada, por volta dos 10 meses;
• Perde qualquer tipo de linguagem ou aptidões sociais a qualquer idade.

O Autismo é a mais rápida e séria incapacidade de desenvolvimento no mundo.

 Câmaras que já aderiram a esta iniciativa e vão iluminar um monumento da cidade de azul:
Câmara Municipal de Lisboa – Paços do Concelho
Câmara Municipal de Loulé – Monumento a Duarte Pacheco;
Câmara Municipal de Évora – Templo Romano;
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão – Estátua de Bernardino Machado;
Câmara Municipal da Guarda – Pelourinho
Câmara Municipal de Guimarães – Logótipo da capital europeia da cultura
Câmara Municipal de Leiria – Castelo
Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz – Torre do Relógio
Câmara Municipal de Portalegre – Paços do Concelho
Câmara Municipal de Alfândega da Fé – Paços do Concelho
Câmara Municipal de Azambuja – Paços do Concelho
Câmara Municipal de Aveiro – Edifício da Assembleia Municipal, antiga Capitania
Estádio do Dragão no Porto
Cristo Rei em Almada

Junte-se a nós, junte-se a este movimento, divulgue!
Dia 2 de Abril :Acenda uma vela AZUL
Vista uma peça de Roupa AZUL"


Fonte: http://www.vencerautismo.org/2-de-abril-dia-mundial-da-consciencializacao-do-autismo-2012/


Porque não? Uma camisola azul por uma boa causa. Ou um par de cuecas?
Coiso. Tal.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Vendo!

Está a chegar a Primavera. Com ela, os pólens de vários tipos, as andorinhas e as arrumações. Olhando para a minha pequena casa alugada, identifico alguns itens que deixei de usar ou não têm grande utilidade. Aqui ficam, à disposição de quem quiser, por preço a combinar.
Espero pelas vossas propostas!!!!


Item #1
- Diploma universitário: saiu 2 vezes da caixa. Em latim, como manda a tradição e com o belo selo de prata a comprovar que me matei a estudar (ou nem tanto!) para acabar com média de 15 valores. Não deve voltar a ser necessário, já que para trabalhar num hipermercado ou "mulher a dias", o grau de licenciatura (ainda) não é um requisito obrigatório.

Item #2
- Bichices diversas: anda tudo c'a maleita. Se procuram uma razão mais do que válida para faltar ao emprego pelo menos uma semanita, levem vírus cá de casa!!! São dos bons!!!! Garantem febre e produção de gosma em quantidades dignas do Exorcista! Levam 3 pagam 2!

Item #3
- Gosma. Relacionado com o item anterior. Várias cores e texturas. Produção caseira e diária.

Item #4
- Bicha do demónio: destruição garantida de todas as plantas da casa. Agora com a função de roer livros e revistas. Salta desalmadamente por cima de vocês enquanto estiverem a dormir como se a casa estivesse para ruir. Não aconselhada a pessoas sensíveis ou com com problemas cardíacos.

Item #5
- Triciclo. Vulgarmente conhecido por pescocite (pela minha sogra, vá!). FDP de mau jeito que dei no pescoço e que faz com que o meu dia seja muito mais interessante, já que tenho que virar o corpo todo sempre que quero ver alguma coisa. grunf.

Item #6 - SUJEITO A CONFIRMAÇÃO
-Marido. Bem conservado. Há dias em que o vendia... :)

Item #7 - ESGOTADA
- Paciência. Em conjunto com vontade de  fazer alguma coisa de vida.


Tenho ainda em stock uma boa quantidade de mau feitio e neuras diversas, pelo que não prevejo que esgotem rapidamente.

Aguardo os vossos contactos.
Later, alligator.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Otorrino e blábláblá...

O blog fez um ano, qu'é como quem diz, há um ano que fui obrigada a escrever para aliviar o peso que trazia no peito.
Um ano depois, muita coisa mudou: estou desempregada, tenho menos dinheiro, tenho uma gata, encontrei amigos que se preocupam e despachei amigos que nunca se preocupavam (ou que nunca faziam cedências). Muitas outras coisas continuam na mesma: continuo longe de casa, continuo com vontade de chorar e continuo a rezar para que esta vida que tenho seja só um pesadelo... grunf.


Ontem fomos ao Hospital. O otorrino decidiu na consulta do dia 16 (40€ por 2,5 minutos!!!) que como o Diogo não colaborava, era melhor fazer otoemissões, a fim de avaliar se ele ouve bem ou não. Se esse exame não resultasse, passaríamos para o teste de potenciais evocados, que implica sedar o garoto... not cool. É lógico que comecei a sofrer por antecipação desde esse preciso minuto.

Com o puto até calminho, lá vem a técnica enfiar qualquer coisa na orelha... ou melhor, tentar. Não deu, óbvio. O miúdo entrou em pânico e desatou num berreiro, daqueles capazes de fazer registos de 8.0 na escala de Richter... foi apertado e obrigado a estar sossegado até que a moça lá desistiu. Resultado? Voltamos lá para a semana... O que me F*** nesta história toda é o discurso: "em termos estruturais, o ouvido é perfeito." e "vê-se que ele ouve bem". Então para que é que é toda esta merdinha de testes?  Eu sei, pode haver um milhão de possibilidades de ele ouvir mal algumas frequências, mas estou fartinha... Haviam de ver o olhar de PÂNICO de duas velhotas que estavam para entrar a seguir na sala de testes. A técnica saiu e disse logo muito apressada: " não se assustem, isto não dói nada!". Senti-me revoltada, com toda a gente do corredor a olhar para o garoto aos gritos como se ele fosse um assassino condenado. Ainda houve uma que lhe disse "Chiu!"... ah, caraças, que vontade de esganar alguém... A vontade era dizer "O puto é autista, pode fazer figuras tristes, qual é que é a sua desculpa para ser estúpida?"


Estou em ponto de rebuçado. Apetece-me entrar num quarto escuro e não voltar a sair. Esquecer que tenho uma vida e deixar-me levar pelo silêncio até não doer mais.

Tranquilo. Isto passa. Passa sempre... é só mais um dia (leia-se semana, mês ou ano) de neura que atrofia o juízo a quem já não tinha muito. Coiso.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A bicha do demónio e nós...


Não, não vou fazer um blog dedicado à gata. Podia, mas não.
Para quem ainda não sabe, em Dezembro aumentámos a família e adoptamos uma gatinha (família, sim!). Foi uma negociação difícil mas lá chegámos à conclusão que, se estimulasse o pequeno, valia o esforço (que é como quem diz, tanto melguei o pai que ele lá me deixou ter um gato só para não ter que me ouvir!!!). Adiante.

Os primeiros dias foram deliciosos. O Diogo procura a Mia, sempre respeitando o seu espaço (nada de apertões nem puxões de cauda) e a Mia procura o Diogo, sem arranhadelas ou mordidelas. Era portanto de esperar que o interesse de ambos fosse desvanecendo com o passar dos dias...

WRONG!

Continuam a adorar-se mutuamente. A primeira coisa que o piolho pede de manhã é a Mia! Só para olhar para ela e fazer uma festita rápida. Até durante o sono chama por ela... e ela lá vem, senhora do seu nariz, cheirar o pequeno e desejar um bom dia. Depois lá seguem para os seus afazeres matinais: vestir, tomar o pequeno almoço e ir para a escola (o Diogo) e desarrumar, destruir e planear a conquista do mundo (a gata, claro!).

Se eu acho que um animal de estimação faz bem a uma criança diferente? Acho. A uma criança normal também
No entanto, e como já falei com vários pais que estão a pensar aumentar a família com um bichano ou canito, acho que devo chamar a atenção para uma ou duas coisitas:

- É uma questão de sorte. Não é por o bicho ser de "marca" ou rafeiro que temos a certeza de ser dócil ou indicado para lidar com crianças.
- Não atazanem o juízo ao bicho. Se querem um animal calmo e que não ande sempre com as unhas de fora, não o excitem a torto e a direito! Nada de puxar rabos, apertar orelhas e assustar um animal que queremos que não arranhe os nossos filhos!
- Vacinas em dia. Desparasitar bicho e família. Se não o fizerem, correm o risco de ter que explicar aos vossos filhos porque o bicho desapareceu lá de casa...
- Muita atenção nos primeiros dias. Aos dois. Explicar que o bicho sente dor se for apertado e que o puto não gosta de ser arranhado (tentar...)
- Saber esperar... se eles não se ligam nos primeiros dias, deixar andar. Com o tempo vão ser grandes amigos.

E prontos. Agora só falta deixar as provas de que é possível um gato ser tão amigo de uma criança como um cão! AHHHHHH! Aqui vai também a Nina, que está em casa dos avós! Preta mai linda!!!!!




















 Convencidos?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Na cama com os pais...

Sim, gente.
O puto dorme comigo.
Sim, também sei que há muita gente que diz que isso pode comprometer a independência dele, a sua autonomia, que destrói o contacto intimo dos pais e blá, blá, blá... O que é certo é que não passo a noite a pensar que ele está destapado e cheio de frio, sei sempre quando ele tem tosse ou o nariz entupido e assim que tem um pesadelo estou lá para o abraçar e acalmar. E sabe tão bem quando ele acorda e vê que está ali, no meio dos pais e se enrosca até encaixar na perfeição no seu cantinho (leia-se 90% da cama). É melhor que uma botija de água quente. Claro que há pontapés e palmadas nocturnas, mas acho que há mais vantagens do que nódoas negras. Ah! E estraga a dinâmica do casal? Só se ela já estiver estragada...

Googlem. Vão ver que a nova geração de psicólogos, psiquiatras e pediatras se estão a inclinar para o cosleeping. Só para abrir a apetite:

Cosleeping Around The World
by James J. McKenna, Ph.D.
"For the overwhelming majority of mothers and babies around the globe today, cosleeping is an unquestioned practice. In much of southern Europe, Asia, Africa and Central and South America, mothers and babies routinely share sleep. In many cultures, cosleeping is the norm until children are weaned, and some continue long after weaning. Japanese parents (or grandparents) often sleep in proximity with their children until they are teenagers, referring to this arrangement as a river - the mother is one bank, the father another, and the child sleeping between them is the water. Most of the present world cultures practice forms of cosleeping and there are very few cultures in the world for which it would ever even be thought acceptable or desirable to have babies sleeping alone."
                    in http://www.naturalchild.org/james_mckenna/cosleeping_world.html, 15/02/2012



Para quem já pratica ou está inclinado a experimentar, aqui vai um guia rápido
















Just in case...


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tagarelices...

Mãe: Como te chamas?
Diogo: Diogo Fi-i-pe dos Santo Duáte

Mãe: Como se chama o pai?
Diogo: Paúo

Mãe: E a mãe?
Diogo: Da-i-e-ta

Mãe: E o tio?
Diogo: Buto

Mãe: E o avô?
Diogo: Abô...Jé e abô... Fanquico

Mãe: E a avó?
Diogo: Abó... Ada e avó... Dúdes

Mãe: E como se chama o cão do avô?
Diogo: A Nina

Mãe: E a nossa gata?
Diogo: MIA!!!!!

Mãe: O que é que tu és?
Diogo: Cu de mi-mo

Mãe: E mais?
Diogo: Pi-u-li-to da mãe

Mãe: Gosto de ti.
Diogo: Goto ti.



domingo, 22 de janeiro de 2012

Zombie-mum...

Estou cansada. 
Muito cansada... 

É o que dá quando temos um puto em casa que dorme em média 4 horas... por dia!!! AAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Much better...

O Diogo desistiu da sesta. E não quer dormir de noite. Não, não é sono trocado, é falta de sono! Porquê? Isso gostava eu de saber... 

A única coisa que se alterou foi no infantário: juntaram duas salas (a dos 4 e a dos 5 anos), passando de 15 meninos para 27!!!!!!!!!!!!!
É lógico que estou preocupada.
É lógico que tenho "reclamado".
Claro que pergunto todos os dias como é que ele tem estado.
A resposta, invariavelmente é a mesma: "O Diogo anda mais calmo do que antes. Não tem feito uma única birra. Só não quer dormir a sesta." Contra factos, não há argumentos, não é?
Sei que os outros pais não estão satisfeitos com a mudança, mas ninguém se queixa. Pudera! Têm filhos autónomos, que vão à casa de banho sozinhos, comem sem ajuda e se alguém os chatear chegam a casa e queixam-se aos pais! O meu não! Se ficar sozinho todo o dia ou alguém lhe bater, ele não se sabe queixar! E pensar que escolhemos aquele infantário pelo ambiente familiar e porque tinha poucos meninos por sala... O que me vale é que ele gosta de lá estar. As meninas que estão com ele são umas queridas e eu também gosto muito delas...

 Em casa anda bem. Só lhe dá é para fazer asneiras. Embirrou com os livros dos pais e com os DVDs da sala. Se ralhamos com ele faz um berreiro e volta ao mesmo, sempre a olhar-nos pelo canto do olho, em pura provocação.
Consigo que ele adormeça por volta da meia noite. Às 3 está acordado. Volta a adormecer às 7 e meia da manhã... É só uma fase? Espero bem que sim...

Desde 4ª feira que está em casa. Tem dormido um bocadinho melhor, mas está sempre a acordar e a pedir a luz acesa. Que seja.
Amanhã voltamos ao infantário, pode ser que 4 dias em casa o tenham posto nos eixos...

Para os fãs da Mia (e eu sei que são muitos!), a bicha do demónio ainda não deve ter 5 meses (ainda tem os dentes de leite, estimativa da veterinária). O primeiro cio é suposto aparecer por volta dos 6-7 meses nas gatas...
Claro que a minha gata não é igual aos outros, claro, é minha! Tinha que ser diferente. Está doida. Passa a noite a gemer e a chamar rrrrrrrrrrnhauu, rrrrrrrrrrnhauu... Está em plena fase de cio, bastando passar por ela para que ela se deite no chão com o traseiro levantado e a cauda de lado, para não atrapalhar algum macho imaginário que entretanto se materialize cá por casa.  
Suspiro...5ª feira, em jejum, veterinária, esterilização.
(a gata, claro.)



Coiso. 
Tal.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mudança das regras... a meio do jogo!

Ontem andei enervada. Daqueles "nêrves" que em vez de dar para barafustar, dão para abrir as torneiras. Daqueles "nêrves" que te deixam enervada pela figura triste que estás a fazer! Grunf.

Já não bastava estar em casa a tomar conta da gata, ter que andar a contar os trocos do bolso, estar um frio do ca-ra-ças, estar longe de tudo o que sempre considerei familiar, viver num país de m**da que não respeita ninguém... ainda tenho que me preocupar com as súbitas mudanças impostas pelos outros e que afectam directamente o pouco sossego que tenho cá em casa.

Sempre fui de opinião que em equipa que ganha, não se mexe! Se uma determinada estratégia funciona, para quê alterá-la? Corremos o risco de a mudança nos deixar com as calças em baixo, no meio do campo adversário, a 30 segundos do final. E está frio.


Elaborarei. Que é como quem diz, hei-de cá voltar para explicar o que me anda a f**er os nêrves. Vou falar com "o mister", mostrar o meu ponto de vista, devidamente fundamentado pela legislação em vigor e depois explico.

Tanto trabalho (e €€€!) para que o garoto esteja bem, e de um momento para o outro...


Haja chá de tília... que aos antidepressivos eu NÃO VOLTO!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

5 Razões Pelas Quais as Mães de Crianças com Autismo São Fantásticas!!!!! por Vencer Autismo


As palavras que mudam a sua vida… “O seu filho tem autismo”. 
Escrito por Kymberly Grosso em Autism in Real Life

"As palavras que mudam a sua vida… “O seu filho tem autismo”. Elas ligam mães de uma forma que outras pessoas não conseguem entender. Devido ao facto do autismo atravessar todas as fronteiras sociais, económicas e culturais, as mães de crianças autistas vêm de todos os paises do mundo e de todos os percursos de vida. Conheci mães no Facebook, em reuniões de apoio ao autismo e na escola. Algumas são conhecidas, e outras sinto-me honrada de lhes chamar grandes amigas. Sou atingida pelo amor que elas têm pelos seus filhos e famílias, e sou continuamente inspirada por elas.

Desde organizarem grupos de apoio a advogar em  nome das nossas crianças, estas mulheres são apaixonadas, destimidas e uma força a ser reconhecida. Quando olho para mães de crianças autistas eu sei, é fácil ver semelhanças, apesar das suas várias diferenças. Então minhas Companheiras Mães de Crianças Autistas, aqui fica o meu top 5 de razões pelas quais  somos fantásticas:

1.Temos garra
Na vida, não existe mulher mais forte do que aquela que aparece para proteger a sua criança. Seja cuidados de saúde ou educação, as mães de crianças autistas são super conscientes daquilo que está a acontecer com a sua criança, seja bom ou mau. Elas são apaixonadas por ajudarem as suas crianças e por se apoiarem umas às outras. Estas “mães guerreiras”, como muitas foram chamadas, lutam por serviços, pelos direitos das suas crianças receberem uma educação adequada e terem a liberdade de tomarem decisões de saúde para as suas famílias. Elas procuram factos, a verdade e desafiam regularmente o status quo
Sentem-se numa mesa com mães de crianças autistas, e vão ouvi-las contar histórias de guerra. Nós podemos entrar em batalhas sozinhas, mas sabemos que há uma mãe algures que passou pelo mesmo e nos pode ajudar e apoiar. Através das suas vozes e conversas, vão ouvir a devoção imparavável para com as suas crianças e famílias. Estas mamãs com garra não aceitarão nem devem aceitar nada de ânimo leve no que toca ao bem-estar das  suas crianças.
Então, quer concorde ou discorde sobre um tema particular com uma mãe de uma criança autista, eu dou-lhe o meu respeito. Ela trava as suas próprias batalhas. Ela vive a sua vida. Ela protege as suas crianças e a sua família. Chamem-lhe força. Chamem-lhe o que quiserem. Mas nunca substimen uma mãe de uma criança com autismo.  Nós nunca deixamos as nossas crianças desprotegidas.

2. Temos força dentro de nós
Enquanto as mães de crianças autistas se focam, muitas vezes, em como o autismo mudou as suas vidas, reconhecemos rapidamente a força que este caminho nos deu. Dito isto, não sei se concordo com a seguinte frase, “ O que não nos mata torna-nos mais fortes”. Sim, às vezes, o autismo torna as mães em pessoas mais fortes. Mas também pode fazer uma mãe sentir-se muito em baixo. O autismo tem uma forma de endurecer até as mães mais macias . Nós vivemos uma vida cheia de stress, muitas vezes num estado de “fugir ou lutar”. Mas, independentemente das emoções com que têm de lidar, as mães de crianças autistas aprendem a fazê-lo juntas e a tornarem-se mais fortes,  porque isso é o que a criança precisa que nós sejamos.
As mães de crianças autistas sabem que haverão muitas batalhas pelo caminho... com escolas, médicos, companhias de seguros, o governo, a intolerância, etc. Nunca sabemos quem poderá, directa ou indirectamente, atacar a nossa criança  ou tentar magoá-la. Como soldado de batalha cansado lançamos as nossas barreiras emocionais para nos protegermos da dor. Nós usamos o nosso escudo sem nunca saber que inimigo pode atacar amanhã. E mesmo quando ganhamos uma pequena batalha, tal como ter uma reunião fantástica, nós sabemos que a guerra não acabou. Então aproveitamos o nosso tempo com as nossas familias e amigos, mas as guardas que nós construímos à nossa volta nunca recuam verdadeiramente. Porque sabemos que, a qualquer momento, o sapato pode cair de novo e estamos de volta à batalha, mais uma vez. É por isto que as mães de crianças autistas são muitas vezes, das mulheres mais fortes que conheço.

3. Somos Super Inteligentes
Uma vez que recebem o diagnóstico, cedo reparam que têm de ser gestoras, doutoras, advogadas e professoras, tudo numa só. Posso estar a exagerar um pouco, mas há alguma verdade na minha frase. As mães de crianças com autismo fazem muitas vezes a coordenação da equipa da criança e tomam decisões importantes diariamente.
Muitas mães são forçadas a aprender não apenas o que o autismo significa para a sua criança, mas também passam horas a ler as últimas investigações sobre o autismo. Se é suposto concordarmos com as recomendações físicas, devemos aprender sobre esses aspectos que que dizem respeito aos nossos filhos. Sentam-se num grupo de apoio a ouvir discussões sobre tratamentos biomédicos e intervenções, problemas de sono, problemas de motricidade fina, sensorial, curriculum de capacidades sociais, etc.
Quando a vossa criança entra no sistema escolar, as mães de crianças autistas tornam-se muito conscientes de precisam de começar a aprender sobre as leis que governam os sistemas educacionais. Se os pais querem assegurar que as suas crianças têm uma educação pública apropriada, aprender as bases da lei da educação especial e de como isso afecta as suas crianças é o melhor. Algumas destas “mães-advogadas” que conheci podem estar cara-a-cara com o melhor administrador de educação especial e encontrar um educação que seja completamente adequada à sua criança. E quando as mães de crianças com autismo não sabem o que fazer, sabem que outras mães as poderão ajudar a encontrar uma solução.
Educadas. Persistentes. Inteligentes. As mães de crianças com autismo não têm a lúxuria de ser nada menos que isso. E, continuo a maravilhar-me com estas mães, que fazem tudo para ajudarem as suas crianças.

4. Nunca Tomamos nada como Garantido
A capacidade de comunicar, andar de bicicleta, dançar, comer o que se quer ou ter uma amizade. São tudo marcos e actividades que muitos pais têm como garantido. Ainda assim, pais de crianças com autismo não têm esse privilégio. Talvez a criança ande de bicicleta sozinha, ou talvez não. Com intervenção poderá aprender a criar e manter uma amizade. Ou talvez a criança não tenha amigos e nós vamos lutar para ajudar a nossas criança em relação à capacidades sociais e amizades. Qualquer que seja o marco, pequeno ou minimo, as mães não tomam as pequenas coisas como garantidas.
Durante a vida das nossas crianças, os marcos alcançados tornam-se milagres a celebrar e não apenas registos na lista do médico. As mães de crianças com autismo levam um dia de cada vez e emocionam-se com coisas que para os outros parecem fáceis de alcançar. Eu lembro-me de dizer à minha própria mãe, “Eu gostava que ele dissesse ‘mamã’”. Tão básica a necessidade de comunicar, mas às vezes tão remota que só conseguimos ver um pouquinho dela. E agora que o meu filho consegue dizer “mamã” várias vezes ao dia, eu sei o quão abençoado o meu filho é por ser capaz de fazer que todos os dias as pessoas vêem como garantido.
Apreciação. Gratidão. Agradecimento. Na verdade nenhuma destas palavras consegue expressar o sentimento de alegria que sentimos quando os nossos filhos atingem os seus objectivos. E, talvez, isso seja a razão pela qual as mães de crianças com autismo não precisam que lhes digam para abrandarem e apreciarem as coisas. Elas vivem o autismo e nunca esquecem que não podem ter as coisas como  garantidas, elas aprendem lições diárias com os seus filhos.

5. Não temos barreiras no que toca ao Amor
As mães de crianças com autismo amam as suas crianças além das palavras. Ouvirão várias vezes mães dizerem que ainda que não gostem do autismo, amam as suas crianças. E é verdade. Não importa os comportamentos ou dificuldades, estas mulheres expressam abertamente o seu amor profundo de serem mães e o quanto amam a sua criança com autismo.
As mães de crianças autistas muitas vezes passam por grandes sacrificios emocionais e financeiros para poderem ajudar os seus filhos a fazerem progressos. Sabemos que não há muito espaço para erros. As nossas crianças estão já a começar em desvantagem, por isso muitas vezes sentimos uma necessidade esmagadora de conseguir fazer tudo bem à primeira tentativa.
As mães de crianças autistas sabem aceitar as suas crianças por aquilo que elas são sem nunca parar de ajudá-las a atingir os seus objectivos. O amor é verdadeiramente paciente e carinhoso e não há barreiras ou condições.
Amor é...criar uma criança com autismo.

Mães com uma Causa
O mais engraçado em relação a este artigo é que foi feito especialmente para o dia da Mãe. Mas tipicamente, o mês de Maio é recheado com o fim das actividades anuais dos meu filhos... então não consegui fazê-lo a tempo. E enquanto este tributo às mães de crianças autistas está uns meses atrasado, estas mães deveriam saber o quão especial são durante todo o ano.
Muitas mães de crianças autistas enfrentam desafios todos os meses com graça e apoiam-se umas às outras de um forma que eu nunca tinha visto. Quando uma de nós cai, como às vezes acontece,  estas mulheres estão aí para pegar em cada uma de nós, abanar-nos e colocar-nos de novo no nosso caminho. Não há forma de descrever esta irmandade de autismo, mas sinto que nós estamos todas mudadas pelo diagnóstico. Estamos melhor? Talvez sim, talvez não... dependendo do dia ou da pessoa com quem falamos. Às vezes somos fortes. Às vezes quebramos. Somos lutadoras e protectoras das nossas famílias e crianças.

Resumindo, as mães de crianças com autismo inspiram-me a ser uma pessoa melhor… a tentar fazer do mundo um lugar melhor para as nossas crianças. A continuar a lutar. A ultrapassar mais um dia, mês, ano. Sempre que me sinto um pouco triste, facilmente encontro outra mãe a criar uma criança autista que me consegue mostrar a “força”. Ela consegue mostrar-me o caminho para me ajudar a travar mais uma batalha. Ela consegue levantar o meu espírito e mostrar-me a compreensão que apenas uma mãe de uma criança autista consegue. Sim, elas são, de facto, fantásticas!

*Setembro pode ser um mês dificil para pais de crianças que têm autismo e estão a começar a escola... Então, se conhece uma mãe de criança autista com a qual se preocupa, passe-lhe este artigo para relembrá-la do quanto ela é especial! Não precisa de ser Maio para celebrar o facto ser ser Mãe."

Traduzido de: http://www.psychologytoday.com/blog/autism-in-real-life/201108/5-reasons-why-autism-moms-rock

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A MINHA GATA É AUTISTA!!!!!!!!!!!!

É verdade, gente. Olhando para a bicha do demónio detecto nela grandes indícios de autismo.  
E tenho provas!!! Não acreditam? Bah! Ora vejam!

Um dos grandes sinais de alarme no autismo é o interesse exagerado e obsessivo por uma actividade repetitiva.
  • objectos que produzam movimento, sobretudo repetitivos: máquina de lavar roupa? Horas de observação atenta...
  • luzes ou objectos brilhantes: pobre árvore de Natal! Entre Diogo e Mia, não imaginam o que sofreu nestes dias. Todos os dias recupero enfeites de Natal, escondidos em sítios estranhos... debaixo do sofá, por exemplo! Xiiii, mente suja...
 
  • números e ordenações numérica e/ou desenhos e símbolos gráficos repetitivos: o Diogo brinca com números e letras. A Mia? Também? Desde que desperte interesse no puto, a gata adora. Peças pequenas ou grandes, de espuma, plástico, cordéis, carrinhos que ocasionalmente saem do cesto (o que é raro, porque não têm letras!), tudo serve! E se fizer barulho, melhor!!!!
 
E a pista do Pocoyo? É a loucura de um e outro... mesmo sem letras ou números, nenhum dos dois resiste a tentar destruir o dito brinquedo.  


Então? É ou não é autista???

Não. Não enlouqueci completamente. Ainda...
Há dias em que me apetece brincar com a coisa.
Quem sabe o dia não passa mais rápido?

Bom Ano a todos.


Tenho que falar... senão dou em doida!

Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.

Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...

E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita...
comentários, agradecem-se!