Não, suas mentes perversas! Nada disso!!! :)
Em 9 meses, hoje foi a segunda vez (em dois dias!!!) que o Diogo não chorou quando chegou ao infantário.
E isso fez-me bem! Gostei! É uma sensação tão estranha, vê-lo entrar pelo pé dele na escolinha, sem birras, sem gritos... foi direitinho para onde o mandaram e começou a correr, com um sorriso maravilhoso! Saí dali com um ânimo que já não sentia há uns tempos... Deu para esquecer o cansaço e as neuras. Quem sabe a minha sorte não muda finalmente?
Afinal, um pouco de normalidade nunca fez mal a ninguém, pois não?
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Sem desculpas...
Ah pois é!
O ano lectivo acabou e com ele o meu belíssimo contrato de trabalho. Grunf....
Lá se vai a desculpa de ter trabalho para não arrumar a casa ou passar a ferro... Sim, porque entretanto, também mudei de casa! Entre caixotes e sacos, lá fui escondendo a telha de não ter emprego e consequentemente, não ter ordenado para pagar as despesas no fim do mês.
Durante estes dias andei tão ocupada comigo mesma que me esqueci de stressar com o Di, porque faz ou não faz isto ou aquilo... Andei a passo de corrida, para arrumar tudo e esconder a frustração. Agora ele não quer, exige atenção, com birras monstruosas que me tiram do sério e só me apetece acertar-lhe o passo com 3 palmadas naquele traseiro!!!!! Grita por tudo e por nada, atira-se ao chão, bate com os pés... em casa, na escola, na rua... Até fez progressos, em termos de vocabulário! Mas parece que regrediu em tudo o resto, parece que está pior do que estava há 6 meses...
Estou cansada...
Estou farta...
Estou desanimada e desiludida... Comigo e com o mundo.
Só queria... sei lá o que é que queria!
Só queria não ter inveja... (sim, porque eu também admito ter inveja!)
Lá chegarei, quem sabe... um dia...
O ano lectivo acabou e com ele o meu belíssimo contrato de trabalho. Grunf....
Lá se vai a desculpa de ter trabalho para não arrumar a casa ou passar a ferro... Sim, porque entretanto, também mudei de casa! Entre caixotes e sacos, lá fui escondendo a telha de não ter emprego e consequentemente, não ter ordenado para pagar as despesas no fim do mês.
Durante estes dias andei tão ocupada comigo mesma que me esqueci de stressar com o Di, porque faz ou não faz isto ou aquilo... Andei a passo de corrida, para arrumar tudo e esconder a frustração. Agora ele não quer, exige atenção, com birras monstruosas que me tiram do sério e só me apetece acertar-lhe o passo com 3 palmadas naquele traseiro!!!!! Grita por tudo e por nada, atira-se ao chão, bate com os pés... em casa, na escola, na rua... Até fez progressos, em termos de vocabulário! Mas parece que regrediu em tudo o resto, parece que está pior do que estava há 6 meses...
Estou cansada...
Estou farta...
Estou desanimada e desiludida... Comigo e com o mundo.
Só queria... sei lá o que é que queria!
Só queria não ter inveja... (sim, porque eu também admito ter inveja!)
Lá chegarei, quem sabe... um dia...
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Porque há sempre alguém que nos anima...
Acabadinho de receber, achei bem partilhar aqui...
"Às vezes há coisas que nos transcendem e são convenientes o suficiente para se apoderarem de nós, mesmo que tenhamos deixado uma passagem oculta por muito tempo.
Fazem-no sem deixar recado, num limitado espaço de tempo, com o coração nas mãos e uma lágrima no canto do olho.
Há coisas que aparecem quando as mãos se recusam a receber e no momento em que menos dávamos por elas, que acordam uma parte de nós e a aquecem de forma única.
Há coisas que crescem mesmo em dias chuvosos, que procuram o sol, mesmo que tudo em volta esteja contra.
Há coisas que nos dão permissão a um sorriso que guardávamos para a sua chegada.
Há coisas que simplesmente são coisas nada simples."
Tinhas razão...
Obrigada, Ziza!
Bj
domingo, 17 de julho de 2011
Nobody said it was easy...
Não está fácil.
Estou farta de tudo: dos gritos, da falta de evolução do puto, dos olhares de pena, da falta de compreensão, da instabilidade profissional (e financeira!), de ouvir que "se dependesse de mim", da incerteza, de não ter um cantinho meu onde eu me possa esconder do mundo...
Eu só queria ter certeza.
Certeza que o futuro não é tão negro como agora o imagino, que o que sinto não passa despercebido e que um dia vou poder respirar tranquilamente e finalmente, quem sabe, ser feliz.
Bolas! Ninguém disse que era fácil... mas também ninguém disse que ia ser tão difícil...
Nobody said it was easy... No one ever said it would be this hard...
Estou farta de tudo: dos gritos, da falta de evolução do puto, dos olhares de pena, da falta de compreensão, da instabilidade profissional (e financeira!), de ouvir que "se dependesse de mim", da incerteza, de não ter um cantinho meu onde eu me possa esconder do mundo...
Eu só queria ter certeza.
Certeza que o futuro não é tão negro como agora o imagino, que o que sinto não passa despercebido e que um dia vou poder respirar tranquilamente e finalmente, quem sabe, ser feliz.
Bolas! Ninguém disse que era fácil... mas também ninguém disse que ia ser tão difícil...
Nobody said it was easy... No one ever said it would be this hard...
sábado, 25 de junho de 2011
Você é especial...
O Diogo adora música.
E bonecada.
E se a música tiver bonecada, perfeito! É por isso que pai e mãe, sempre que podem, lá vasculham a internet à procura de algo que entretenha o pequeno príncipe... é um não acabar de DVDs compilados que tocam uns a seguir aos outros. E quando estamos fora de casa e não há DVD? Não há problema!!! O pai e a mãe têm o telemóvel carregado com estas pequenas preciosidades, que servem para distrair o garoto onde quer que seja necessário.
Temos de tudo: lengalengas da Rua Sésamo (lembram-se?), a música do Ruca, Galinha Pintadinha e até Quim Barreiros! E lá no meio, uma das interpretes favoritas do Diogo (e do pai,que a miúda é gira!!): uma brasileira que canta canções dignas de ser ouvidas em qualquer catequese do mundo sem ferir ninguém - Aline Barros.
E não é que o garoto até já consegue cantar algumas das musicas? Em Dioguês, mas consegue.
Farta de as ouvir, já nem ligo à letra... mas de repente, apercebi-me desta:
Você é especial
"Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
E bonecada.
E se a música tiver bonecada, perfeito! É por isso que pai e mãe, sempre que podem, lá vasculham a internet à procura de algo que entretenha o pequeno príncipe... é um não acabar de DVDs compilados que tocam uns a seguir aos outros. E quando estamos fora de casa e não há DVD? Não há problema!!! O pai e a mãe têm o telemóvel carregado com estas pequenas preciosidades, que servem para distrair o garoto onde quer que seja necessário.
Temos de tudo: lengalengas da Rua Sésamo (lembram-se?), a música do Ruca, Galinha Pintadinha e até Quim Barreiros! E lá no meio, uma das interpretes favoritas do Diogo (e do pai,que a miúda é gira!!): uma brasileira que canta canções dignas de ser ouvidas em qualquer catequese do mundo sem ferir ninguém - Aline Barros.
E não é que o garoto até já consegue cantar algumas das musicas? Em Dioguês, mas consegue.
Farta de as ouvir, já nem ligo à letra... mas de repente, apercebi-me desta:
Você é especial
"Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
O seu cabelo, a cor da sua pele, o tamanho do pé
Altura, peso, medidas, braço, perna e barriga
Bem assim como é...
Você foi criado, foi separado
Pra servir a Deus do jeito que você é...
Insubstituível. Você é incrível! Só precisa Ter fé.
Por isso, um apelido não será ouvido se ele for uma gozação,
Mas será atendido se for um carinho do seu coração
Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
O seu nariz, boca, sobrancelha, queixo, testa e orelha
A cor dos seus olhos, Ele não ensaiou, tudo fez de primeira."
Não sou daquelas pessoas que apregoam religião, acredito no que acredito e respeito as crenças dos outros. No entanto, esta letra... parece que foi feita de encomenda para o Diogo! Ele é especial, não há outro igual, é incrível, só precisa que tenham fé nele...
Altura, peso, medidas, braço, perna e barriga
Bem assim como é...
Você foi criado, foi separado
Pra servir a Deus do jeito que você é...
Insubstituível. Você é incrível! Só precisa Ter fé.
Por isso, um apelido não será ouvido se ele for uma gozação,
Mas será atendido se for um carinho do seu coração
Você é especial, não existe outro igual
Deus criou você assim, diferente de mim (2 vezes)
O seu nariz, boca, sobrancelha, queixo, testa e orelha
A cor dos seus olhos, Ele não ensaiou, tudo fez de primeira."
Não sou daquelas pessoas que apregoam religião, acredito no que acredito e respeito as crenças dos outros. No entanto, esta letra... parece que foi feita de encomenda para o Diogo! Ele é especial, não há outro igual, é incrível, só precisa que tenham fé nele...
domingo, 12 de junho de 2011
QUERO!
Cá em casa há uma palavra que ecoa em todas divisões onde o pequeno Diogo se encontra: QUERO!
Desde que, há algumas semanas, aprendeu que QUERO é um meio para chegar a um fim, é largamente utilizado em todos os contextos!
Exagero? Então cá vai...
Ah, pois é! O QUERO é versátil, para além de os outros entenderem quais as suas exigências a nível material e afectivo, também serve para o rei da casa ordenar aos seus súbditos leais que façam as mais diversas macacadas, conforme o gosto de sua Exª.
É lógico que estou a adorar cada QUERO ... mesmo quando o QUERO culmina com uma daquelas birras porque o desejo não foi satisfeito em 3 segundos, como o esperado. Deixa-te crescer, puto... para veres quem manda depois!!!! :)
Desde que, há algumas semanas, aprendeu que QUERO é um meio para chegar a um fim, é largamente utilizado em todos os contextos!
Exagero? Então cá vai...
- QUERO água. QUERO pão. QUERO bolachas. QUERO a chucha. QUERO banana. QUERO batata. QUERO a bola. QUERO rua. QUERO arroz. E QUERO mais uma infindável quantidade de coisas... Até aqui, tudo bem.
- QUERO pai. QUERO mãe. QUERO colito da mãe. (esta derrete-me toda...). Fantástico!
- e depois começa: QUERO anda, QUERO deita, QUERO senta.
Ah, pois é! O QUERO é versátil, para além de os outros entenderem quais as suas exigências a nível material e afectivo, também serve para o rei da casa ordenar aos seus súbditos leais que façam as mais diversas macacadas, conforme o gosto de sua Exª.
É lógico que estou a adorar cada QUERO ... mesmo quando o QUERO culmina com uma daquelas birras porque o desejo não foi satisfeito em 3 segundos, como o esperado. Deixa-te crescer, puto... para veres quem manda depois!!!! :)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Então e uma mana para o Diogo???
Afinal, é mal geral!
E não estou a falar das viroses nem da falta de dinheiro generalizada! Estou mesmo a falar daquelas pessoas sempre bem intencionadas que dizem "Então e quando é que vem a mana para o Diogo? Já lhe está a fazer falta! Olha que depois já não és mãe, és avó!!!" Pensei que era só eu que ouvia estas pérolas de conhecimento, mas nos últimos tempos tenho reparado que mais pessoas sofrem do mesmo "encosto": gente que não tem nada a ver com o assunto mas continua a teimar em meter o bedelho onde não é chamada! IRRA!!! Ás vezes só me apetece perder o pouco de simpatia que me resta e mandar... dar uma volta!
Vamos lá a ver se a gente se entende: eu não tenho condições psicológicas para ter outro filho. Não há nada que me desse mais prazer do que voltar a sentir crescer uma criança dentro de mim... mas passaria o tempo todo a pensar "Será que está bem? Como será que o Diogo vai reagir? Já passo tão pouco tempo com o meu filho, como vai ser agora? E pior... "Será que vai ser diferente como o Diogo?".
Não tenho condições financeiras e muito menos físicas!!! Ou será que tenho que andar com um cartaz nas costas a dizer "Estou a Antidepressivos - não posso engravidar!"
Talvez seja por isso que me revolto mesmo quando a conversa não é comigo, mas com a amiga que vai comigo "Não achas que já está na hora?"... quando eu sei o quanto isto angustia ainda mais quem quer e não consegue. Caramba! Já chega! No meio da barriga todos têm um buraco: o umbigo! Concentrem-se nele e deixem de dar palpites na vida dos outros!
E agora que já fui mázinha, e que me sinto bastante melhor com isso, muito obrigada pela preocupação. Quando e se decidir engravidar novamente, todos serão devidamente informados.
Até lá, agradeço que pensem antes de voltar a dar palpites... quer a mim ou a outra pessoa qualquer... é que às vezes só não são mandadas para um sitio esquisito por delicadeza e boa educação! Mas esta esgota-se...
E não estou a falar das viroses nem da falta de dinheiro generalizada! Estou mesmo a falar daquelas pessoas sempre bem intencionadas que dizem "Então e quando é que vem a mana para o Diogo? Já lhe está a fazer falta! Olha que depois já não és mãe, és avó!!!" Pensei que era só eu que ouvia estas pérolas de conhecimento, mas nos últimos tempos tenho reparado que mais pessoas sofrem do mesmo "encosto": gente que não tem nada a ver com o assunto mas continua a teimar em meter o bedelho onde não é chamada! IRRA!!! Ás vezes só me apetece perder o pouco de simpatia que me resta e mandar... dar uma volta!
Vamos lá a ver se a gente se entende: eu não tenho condições psicológicas para ter outro filho. Não há nada que me desse mais prazer do que voltar a sentir crescer uma criança dentro de mim... mas passaria o tempo todo a pensar "Será que está bem? Como será que o Diogo vai reagir? Já passo tão pouco tempo com o meu filho, como vai ser agora? E pior... "Será que vai ser diferente como o Diogo?".
Não tenho condições financeiras e muito menos físicas!!! Ou será que tenho que andar com um cartaz nas costas a dizer "Estou a Antidepressivos - não posso engravidar!"
Talvez seja por isso que me revolto mesmo quando a conversa não é comigo, mas com a amiga que vai comigo "Não achas que já está na hora?"... quando eu sei o quanto isto angustia ainda mais quem quer e não consegue. Caramba! Já chega! No meio da barriga todos têm um buraco: o umbigo! Concentrem-se nele e deixem de dar palpites na vida dos outros!
E agora que já fui mázinha, e que me sinto bastante melhor com isso, muito obrigada pela preocupação. Quando e se decidir engravidar novamente, todos serão devidamente informados.Até lá, agradeço que pensem antes de voltar a dar palpites... quer a mim ou a outra pessoa qualquer... é que às vezes só não são mandadas para um sitio esquisito por delicadeza e boa educação! Mas esta esgota-se...
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Bons pais, maus pais...
Não posso dizer que esteja numa das melhores fases da minha vida: parece que tudo encrava, tudo avaria, tudo se confunde... aquilo que era o mais certo de tudo acaba por ser a maior dúvida de todas, a paz que procuro parece cada vez mais distante.
Dou comigo a pensar se tudo o que tenho feito pelo Diogo... será suficiente ou exagero? Estarei a esquecer-me de alguma coisa ou estou a fazer mais do que devia? Qual é a diferença entre ser uma mãe atenta às necessidades do filho e uma mãe neurótica sedenta de diagnósticos e terapias?
Quem é que me sabe dizer onde acaba a boa mãe e começa a má mãe? E onde é que eu aprendo a fazer essa distinção? É que se torna muito complicado! Por exemplo:
E por aquilo que tenho ouvido, ninguém sabe. Instinto, alguém me disse. "O teu coração de mãe sabe o que fazer".
Pois. É mesmo isso. Tal e qual...
E estar vivo é o contrário de estar morto. Dah.
Dou comigo a pensar se tudo o que tenho feito pelo Diogo... será suficiente ou exagero? Estarei a esquecer-me de alguma coisa ou estou a fazer mais do que devia? Qual é a diferença entre ser uma mãe atenta às necessidades do filho e uma mãe neurótica sedenta de diagnósticos e terapias?
Quem é que me sabe dizer onde acaba a boa mãe e começa a má mãe? E onde é que eu aprendo a fazer essa distinção? É que se torna muito complicado! Por exemplo:
- Terapia de fala: Sim ou não? Se sim, porquê? E se não, porquê? Até acho que possa fazer diferença em miúdos com problemas de linguagem, mas e quando não há linguagem? A terapia ensina a falar ou corrige erros existentes? Justifica o stress do garoto e o stress da mãe?
- Desfralde: agora ou esperar até ele decidir que está pronto? Sou má mãe por querer que ele seja mais independente ou por insistir em que ele faça qualquer coisa que o deixa enervado? Ou serei melhor mãe se o deixar andar com fraldas até aos 18 anos?
- 3ª, 4ª e 5ª opinião médica: arriscar ouvir outro diagnóstico disparatado? Ou medo de arriscar ouvir o bom diagnóstico porque tanto anseio?
- podia estar todo o dia nisto... grunf.
E por aquilo que tenho ouvido, ninguém sabe. Instinto, alguém me disse. "O teu coração de mãe sabe o que fazer".
Pois. É mesmo isso. Tal e qual...
E estar vivo é o contrário de estar morto. Dah.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Apesar de tudo...
Finalmente, férias! Quer dizer, "interrupção lectiva"... Tanto ansiei por uns dias de descanso que finalmente chegaram! E o que acontece?? An? Chove a potes, pois claro! Like cats and dogs....
Como se não bastasse, o carro decidiu que precisava de férias (sim, porque os carros podem ter férias, os professores não!)... no mecânico.
A venda da casa que estava "enguiçada" parecia ter "desenguiçado"... mas não! Afinal faz falta mais um quarto! Grunf...
"É desta que eu durmo umas sestas", pensei eu. Pois. O puto decidiu trocar os sonos... vá lá, hoje até dorme!
Daqui a pouco o puto acorda. Depois vai trepar pelas paredes por estar farto de estar em casa. "Podiamos ir jantar fora... mas espera, não temos carro! Tá bem, faz-se qualquer coisa. Ops, estamos quase sem fruta e o frigorífico está quase vazio. Hum. Ok. Batido de atum pa toda a gente". Mentira, é só humor de chuva.
Apesar de tudo, estou bem. O meu pequeno portou-se maravilhosamente nos dias em que fomos aos avós. Sem (grandes) birras, sempre bem disposto e simpático. E quando queria ir para a rua, dizia "Abe a póta!". Em três palavras: Deli-ci-oso.
E agora que o fui adormecer dou comigo a sorrir enquanto olho para ele... sabem como faz um cachorrito para dormir? Voltas e voltas e voltas... assim estava o Diogo, com os pés na cara da mãe, agarrado à fralda e à chucha, entoando aquela resmunguice de sono que só os bebés sabem fazer. Naquele momento esqueci a chuva, o carro e tudo o resto.
Apesar de tudo, sou feliz.
Como se não bastasse, o carro decidiu que precisava de férias (sim, porque os carros podem ter férias, os professores não!)... no mecânico.
A venda da casa que estava "enguiçada" parecia ter "desenguiçado"... mas não! Afinal faz falta mais um quarto! Grunf...
"É desta que eu durmo umas sestas", pensei eu. Pois. O puto decidiu trocar os sonos... vá lá, hoje até dorme!
Daqui a pouco o puto acorda. Depois vai trepar pelas paredes por estar farto de estar em casa. "Podiamos ir jantar fora... mas espera, não temos carro! Tá bem, faz-se qualquer coisa. Ops, estamos quase sem fruta e o frigorífico está quase vazio. Hum. Ok. Batido de atum pa toda a gente". Mentira, é só humor de chuva.
Apesar de tudo, estou bem. O meu pequeno portou-se maravilhosamente nos dias em que fomos aos avós. Sem (grandes) birras, sempre bem disposto e simpático. E quando queria ir para a rua, dizia "Abe a póta!". Em três palavras: Deli-ci-oso.
E agora que o fui adormecer dou comigo a sorrir enquanto olho para ele... sabem como faz um cachorrito para dormir? Voltas e voltas e voltas... assim estava o Diogo, com os pés na cara da mãe, agarrado à fralda e à chucha, entoando aquela resmunguice de sono que só os bebés sabem fazer. Naquele momento esqueci a chuva, o carro e tudo o resto.
Apesar de tudo, sou feliz.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Tem dias...
Há dias em que tudo corre mal. Outros em que pensas que podia ter corrido pior. Mas depois há aqueles que são normais, ou seja, bom ou mau, tudo corre da mesma maneira que nos outros dias normais. E estes dias normais são aqueles que passam sempre da mesma maneira, com a mesma rotina e as mesmas conversas com as mesmas pessoas. O problema, é que chega a uma altura em que os dias normais deixam de ter importância... são só uma formalidade para chegar ao dia seguinte... Não há entusiasmo nem expectativas, apenas aquela rotina enfadonha de acordar, vestir, acordar o puto e vesti-lo, tentar que coma qualquer coisa e levá-lo ao infantário, esperar que o dia passe, ir buscar o puto, brincar, banho, jantar e birra para ir para a cama.
Mas, quando menos esperas, ouves algo.
E no teu cérebro até aqui em piloto-automático, acende-se uma luzinha... será que ouvi bem? Não pode ser, naaaa...
E voltas a ouvir o mesmo... será? Corres para confirmar, o coração acelerado e os olhos ansiosos...
E lá está ele, o rei da casa, sentado a brincar. E quando te vê pergunta: "Onde está o ii? Mãe, onde está o ii?"... é que a palavra PAI não se escreve sem i, claro! Humm... este afinal não era um dia normal! Parecia, mas não era!
Mais tarde, depois do banho, alguém se escondeu atrás da toalha... "Onde está o Diogo? Não está cá!" para logo de seguida aparecer e dizer "Está aqui!"
Aprendi sobre os dias normais... às vezes há uma pequena alegria lá escondida, só é preciso saber esperar que ela venha e transforme o dia em algo... simples e sublime...
Mas, quando menos esperas, ouves algo.
E no teu cérebro até aqui em piloto-automático, acende-se uma luzinha... será que ouvi bem? Não pode ser, naaaa...
E voltas a ouvir o mesmo... será? Corres para confirmar, o coração acelerado e os olhos ansiosos...
E lá está ele, o rei da casa, sentado a brincar. E quando te vê pergunta: "Onde está o ii? Mãe, onde está o ii?"... é que a palavra PAI não se escreve sem i, claro! Humm... este afinal não era um dia normal! Parecia, mas não era!
Mais tarde, depois do banho, alguém se escondeu atrás da toalha... "Onde está o Diogo? Não está cá!" para logo de seguida aparecer e dizer "Está aqui!"
Aprendi sobre os dias normais... às vezes há uma pequena alegria lá escondida, só é preciso saber esperar que ela venha e transforme o dia em algo... simples e sublime...
domingo, 3 de abril de 2011
Algo tão simples...
Ontem tivemos visitas... inesperadas mas muito bem vindas! Entre elas, uma pequena princesa de 6 anos, com um sorriso aberto e sincero e uma energia contagiante! Entre risos, gritinhos e correrias, eis que damos com o nosso Diogo a ser perseguido por ela (a sua brincadeira predilecta!) e de repente... ela diz "agora és tu!" e foge. O espanto embaciou-me os olhos e deixei transbordar a minha alegria (e o meu espanto!) quando vejo o Diogo, aquele mesmo menino adorado que não interage com crianças da idade dele e prefere adultos a correr atrás da menina com uma gargalhada deliciosa! Em 3 anos, 4 meses, 1 semana e 2 dias foi a primeira vez que vi o meu filho a interagir com outra criança. No infantário, segundo me dizem, ele não brinca com os outros meninos, só se for para lhe tirar os lápis de cor...
Cinco minutos depois somos chamados ao escritório, onde estão os dois sentados a desenhar, muito calmamente a partilhar os lápis, como se o fizessem todos os dias... ninguém diria que se conheceram apenas 2 ou 3 horas antes...
Algo tão simples... que me deixou tão feliz. Afinal, nada acontece por acaso, não é?
Obrigada amiga: por tudo.
Cinco minutos depois somos chamados ao escritório, onde estão os dois sentados a desenhar, muito calmamente a partilhar os lápis, como se o fizessem todos os dias... ninguém diria que se conheceram apenas 2 ou 3 horas antes...
Algo tão simples... que me deixou tão feliz. Afinal, nada acontece por acaso, não é?
Obrigada amiga: por tudo.
domingo, 27 de março de 2011
Bem vinda à Holanda!
É engraçado como conseguimos tocar no coração das pessoas... especialmente aquelas que não conhecemos pessoalmente mas com quem nos identificamos desde logo. Do Brasil, recebi o seguinte texto (obrigada, Cleide):
"Quando você está para ter um bebé, é como planear uma fabulosa viagem de férias à Itália. Você compra um guia de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu, o David de Miguel Ângelo, as gôndolas em Veneza. Você aprende algumas frases acessíveis em italiano. É tudo muito emocionante! Após meses esperando ansiosamente, o dia chega finalmente. Você faz as malas e vai. Muitas horas depois, o avião aterra. O comissário de bordo entra e diz: Bem-vindos à Holanda !!!!!! Você disse Holanda, o que significa bem-vindo à Holanda? Eu comprei uma passagem para a Itália! Eu só posso imaginar que estou na Itália. Toda a minha vida eu sonhei em ir para a Itália! " Mas é que houve uma mudança no curso do voo". Chegamos na Holanda e aqui você deverá permanecer. A coisa mais importante é que não te levaram para um lugar horrível, repugnante, sujo e cheio de doenças. É apenas um lugar diferente. Assim você deve ir comprar novos guias de viagem. Você deve aprender uma língua inteiramente nova. Você vai encontrar-se com novos grupos de pessoas inteiramente novos que você nunca pensou em encontrar. É apenas um lugar diferente. O progresso é mais lento do que na Itália, menos ofuscante do que a Itália. Mas depois você olha em torno, trava a respiração e começa a observar que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até mesmo Rembrants. Mas todo mundo que você conhece está ocupado indo e vindo da Itália e se vangloriam sobre o tempo maravilhoso que eles tiveram lá. E para o resto de sua vida, você dirá, "sim é onde eu sonhei ir, o lugar que eu tinha sonhado em ir". E a dor daquela vontade você nunca perde, você sente sempre, porque a perda desse sonho é uma perda muito significativa. Mas se você passar a sua vida inteira lamentando o fato de que você não foi a Itália, você nunca estará livre para apreciar as coisas especiais e encantadoras da Holanda!!!"
É isso mesmo! Tudo aquilo que eu não consigo expressar, toda a frustração e revolta que sinto cá dentro: EU ESTOU NA HOLANDA! Quando tudo o que eu sonhei e ansiei durante tanto tempo está longe, em Itália...
E agora, depois de ter criado este blogue e de receber tanto carinho (por mensagem, por abraço ou simplesmente por aquele olhar que nos dá força), sinto que estou pronta para explorar a Holanda! Tudo bem, vou ter sempre a mágoa de não ser Itália, mas um dia vou poder dizer que eu adoro tudo o que a Holanda me dá! Porque apesar de tudo, a minha Holanda faz-me muito feliz...
"Quando você está para ter um bebé, é como planear uma fabulosa viagem de férias à Itália. Você compra um guia de viagem e faz planos maravilhosos. O Coliseu, o David de Miguel Ângelo, as gôndolas em Veneza. Você aprende algumas frases acessíveis em italiano. É tudo muito emocionante! Após meses esperando ansiosamente, o dia chega finalmente. Você faz as malas e vai. Muitas horas depois, o avião aterra. O comissário de bordo entra e diz: Bem-vindos à Holanda !!!!!! Você disse Holanda, o que significa bem-vindo à Holanda? Eu comprei uma passagem para a Itália! Eu só posso imaginar que estou na Itália. Toda a minha vida eu sonhei em ir para a Itália! " Mas é que houve uma mudança no curso do voo". Chegamos na Holanda e aqui você deverá permanecer. A coisa mais importante é que não te levaram para um lugar horrível, repugnante, sujo e cheio de doenças. É apenas um lugar diferente. Assim você deve ir comprar novos guias de viagem. Você deve aprender uma língua inteiramente nova. Você vai encontrar-se com novos grupos de pessoas inteiramente novos que você nunca pensou em encontrar. É apenas um lugar diferente. O progresso é mais lento do que na Itália, menos ofuscante do que a Itália. Mas depois você olha em torno, trava a respiração e começa a observar que a Holanda tem moinhos de vento, a Holanda tem tulipas, a Holanda tem até mesmo Rembrants. Mas todo mundo que você conhece está ocupado indo e vindo da Itália e se vangloriam sobre o tempo maravilhoso que eles tiveram lá. E para o resto de sua vida, você dirá, "sim é onde eu sonhei ir, o lugar que eu tinha sonhado em ir". E a dor daquela vontade você nunca perde, você sente sempre, porque a perda desse sonho é uma perda muito significativa. Mas se você passar a sua vida inteira lamentando o fato de que você não foi a Itália, você nunca estará livre para apreciar as coisas especiais e encantadoras da Holanda!!!"
É isso mesmo! Tudo aquilo que eu não consigo expressar, toda a frustração e revolta que sinto cá dentro: EU ESTOU NA HOLANDA! Quando tudo o que eu sonhei e ansiei durante tanto tempo está longe, em Itália...
E agora, depois de ter criado este blogue e de receber tanto carinho (por mensagem, por abraço ou simplesmente por aquele olhar que nos dá força), sinto que estou pronta para explorar a Holanda! Tudo bem, vou ter sempre a mágoa de não ser Itália, mas um dia vou poder dizer que eu adoro tudo o que a Holanda me dá! Porque apesar de tudo, a minha Holanda faz-me muito feliz...
segunda-feira, 21 de março de 2011
Autismo ou coisa parecida? Ou não?
Prometi à minha amiga Raquel e a mim própria que não voltava a pesquisar na net sobre autismo e afins. Para quem já tem o bichinho atrás da orelha, é meio caminho andado para ver sinais disto ou daquilo em todo o lado... Ora, estando eu medicada e muito mais calma em relação ao garoto, eis que dou por mim em plana autoestrada da informação em busca de sinais de Asperger e outros que tais. Não fiz por mal... O que é certo é que não o devia ter feito!!! Já vejo autismo em todo o lado outra vez... mas desta vez consigo ver mais do que isso: vejo o contrário de autismo também! Todos os locais por onde andei referem o mesmo:
- Asperger's não têm atraso de linguagem;
- Autistas têm dificuldade em manter contacto ocular;
- Têm uma grande dificuldade em interpretar expressões faciais;
- Não procuram conforto frequentemente;
- Preferem o sossego de um canto em relação à agitação da multidão.
Também é verdade que encontrei muito mais características onde enquadro o Diogo, certo. Ele apresenta muitos dos sinais de alarme... mas também faz coisas que meninos muito mais velhos não fazem (contar ou identificar letras).É certo que a linguagem só agora está a começar a crescer, mas... ele olha-me sempre nos olhos, especialmente quando quer brincadeira! Ele sabe perfeitamente quando eu estou zangada com ele, basta olhar para a minha cara e também sabe quando estou pronta para brincar com ele! Passa o tempo a brincar mas de vez em quando vem ter comigo ou com o pai (ou com qualquer pessoa que esteja a jeito: no outro dia foi o funcionário da TMN!) e diz "Colo" ou "Colito" (esta derrete-me) e ajeita-se durante um minuto ou dois no nosso colo, como se fizesse parte dele, como uma peça de encaixe... e depois volta alegremente para o que estava a fazer. É certo que não gosta de muito barulho, mas no recreio não o vejo encolhido num canto! Não, anda a correr no meio dos outros, por vezes sujeito a encontrões no meio da correria... certo que não brinca com os outros meninos, mas também não foge!
E agora pergunto: como é que é possível alguém chegar a um diagnóstico disto ou daquilo se cada miúdo é um miúdo? Não há dois iguais e cada caso é um caso! E como é que é suposto, nós pais, vivermos num conjunto crescente de incertezas? Como é que se vive com isto? Já sei que estou a ser parva: há no Mundo milhares de pessoas que desejariam estar no meu lugar, com um filho diferente em vez de um filho doente (e desculpa I. se leres isto, o teu sofrimento não se compara a nada disto e nem é minha intenção comparar) mas não o consigo evitar...
O meu medo continua a ser o mesmo: sofrer todos os dias por algo que não sei como vai evoluir, medo de não fazer o suficiente ou de estar a fazer de mais, presa por ter cão e presa por não ter...
- Asperger's não têm atraso de linguagem;
- Autistas têm dificuldade em manter contacto ocular;
- Têm uma grande dificuldade em interpretar expressões faciais;- Não procuram conforto frequentemente;
- Preferem o sossego de um canto em relação à agitação da multidão.
Também é verdade que encontrei muito mais características onde enquadro o Diogo, certo. Ele apresenta muitos dos sinais de alarme... mas também faz coisas que meninos muito mais velhos não fazem (contar ou identificar letras).É certo que a linguagem só agora está a começar a crescer, mas... ele olha-me sempre nos olhos, especialmente quando quer brincadeira! Ele sabe perfeitamente quando eu estou zangada com ele, basta olhar para a minha cara e também sabe quando estou pronta para brincar com ele! Passa o tempo a brincar mas de vez em quando vem ter comigo ou com o pai (ou com qualquer pessoa que esteja a jeito: no outro dia foi o funcionário da TMN!) e diz "Colo" ou "Colito" (esta derrete-me) e ajeita-se durante um minuto ou dois no nosso colo, como se fizesse parte dele, como uma peça de encaixe... e depois volta alegremente para o que estava a fazer. É certo que não gosta de muito barulho, mas no recreio não o vejo encolhido num canto! Não, anda a correr no meio dos outros, por vezes sujeito a encontrões no meio da correria... certo que não brinca com os outros meninos, mas também não foge!
E agora pergunto: como é que é possível alguém chegar a um diagnóstico disto ou daquilo se cada miúdo é um miúdo? Não há dois iguais e cada caso é um caso! E como é que é suposto, nós pais, vivermos num conjunto crescente de incertezas? Como é que se vive com isto? Já sei que estou a ser parva: há no Mundo milhares de pessoas que desejariam estar no meu lugar, com um filho diferente em vez de um filho doente (e desculpa I. se leres isto, o teu sofrimento não se compara a nada disto e nem é minha intenção comparar) mas não o consigo evitar...
O meu medo continua a ser o mesmo: sofrer todos os dias por algo que não sei como vai evoluir, medo de não fazer o suficiente ou de estar a fazer de mais, presa por ter cão e presa por não ter...
sexta-feira, 11 de março de 2011
Para a minha cara-metade
Na vida tudo muda, bom ou mau. Quando decidimos ter um filho (por volta da 1 da manhã do dia 1 de Janeiro de 2007) nunca imaginámos o quanto a nossa vida iria mudar. Acabaram-se as férias de tenda de campismo no carro, a parar onde nos desse na real gana. Acabaram as sessões de cinema no sofá até doer o traseiro (a saga da Guerra das Estrelas toda seguida!) e as idas ao cinema. Nunca mais voltámos ao campo à procura de fósseis ou fotografar as nossas adoradas orquídeas. Acabou a manhã na cama, só porque nos apetecia.
Agora somos 3: temos horários, (especialmente de manhã), os filmes da tv são principalmente desenhos animados, passeios no campo só se for a correr atrás do pequeno, férias são mentira porque não há dinheiro e o garoto não reage bem a "mudanças de rotina"...
Não temos tempo para nada, andamos sempre a correr e em stress: ou é o frio, ou é o calor, ou é o lanche, ou é a birra... Não temos tempo um para o outro e às vezes nem vontade (falo por mim, eu sei que tens sempre vontade!). Mas acredita amor, que apesar de todo este tormento que tem sido a nossa vida nos últimos tempos, não mudava nada na vida que construímos a dois. Temos um filho lindo, que nos dá cabelos brancos e tímpanos novos todos os dias, mas que eu amo profundamente, apesar de às vezes não parecer...
Tem calma comigo e com ele. Obrigada pelo carinho que tantas vezes não sei como retribuir, obrigada por me mandares arejar quando me vês triste, obrigada por dormires com ele quando vês que me doem as costas, obrigada por estares aqui... e desculpa, pela falta de jeito e de não te tratar como mereces.
És tu que mantens colados os pedaços que teimam em partir em mim...
LU
bj
Agora somos 3: temos horários, (especialmente de manhã), os filmes da tv são principalmente desenhos animados, passeios no campo só se for a correr atrás do pequeno, férias são mentira porque não há dinheiro e o garoto não reage bem a "mudanças de rotina"...
Não temos tempo para nada, andamos sempre a correr e em stress: ou é o frio, ou é o calor, ou é o lanche, ou é a birra... Não temos tempo um para o outro e às vezes nem vontade (falo por mim, eu sei que tens sempre vontade!). Mas acredita amor, que apesar de todo este tormento que tem sido a nossa vida nos últimos tempos, não mudava nada na vida que construímos a dois. Temos um filho lindo, que nos dá cabelos brancos e tímpanos novos todos os dias, mas que eu amo profundamente, apesar de às vezes não parecer...
Tem calma comigo e com ele. Obrigada pelo carinho que tantas vezes não sei como retribuir, obrigada por me mandares arejar quando me vês triste, obrigada por dormires com ele quando vês que me doem as costas, obrigada por estares aqui... e desculpa, pela falta de jeito e de não te tratar como mereces.
És tu que mantens colados os pedaços que teimam em partir em mim...
LU
bj
quinta-feira, 10 de março de 2011
Dias menos bons
Todos temos dias menos bons... aqueles que nos fazem desejar não ter saído da cama. Pois comigo é diferente: eu tenho semanas menos boas. Sim, é verdade... esta ultima semana foi das piores da minha vida! E não, não estou a exagerar...
Poupei o meu Diogo (e a mim também) de um desfile de Carnaval frio, para evitar que ficasse doente... pois bem: o sacana do puto gripou em casa!
E tal como qualquer criança com nariz entupido, só quer colinho e mimo. E também como em qualquer criança (ou adulto!), a gripe vem acompanhada daquela terrível dose de MAU-FEITIO!!! O garoto gritou até ficar sem fôlego, dias a fio... bateu no pai, arranhou e esbofeteou a mãe e como se não bastasse, gritou ainda mais. Frustrado por ter o nariz entupido, gritou incansavelmente dia e noite, como se estivesse possuído com algum espírito do mal, não reconhecendo as duas alminhas que apesar das bofetadas continuavam a tentar dar-lhe colo e conforto.
Sim, não estou com vontade de ser boazinha hoje... Porque ser mãe não deve ser só reconhecer quando os nossos filhos se portam bem! Também é ser mãe admitir que às vezes eles nos deixam completamente loucos, quase a imaginar uma cena de Homer-Bart Simpson...
Cheguei a pensar que a medicação não estava a fazer efeito: que raio de antidepressivo me deixa ter vontade de bater no garoto quando ele está doente? Admito que a falta de horas de sono possa contribuir para este meu espírito "alegre" de hoje...E se ele fosse igual aos outros meninos, seria diferente? Sei lá...
Hoje já não tem febre e a tosse está a diminuir. Continua com o nariz entupido mas está bem disposto e dormiu 3 horas de sesta... Também a semana está a chegar ao fim, mal seria que continuasse...
Por via das duvidas, vou às páginas amarelas. Ao telefone da pediatra quero juntar o telefone de um exorcista... nunca se sabe!!!
Enfim... Desculpem o desabafo...
Poupei o meu Diogo (e a mim também) de um desfile de Carnaval frio, para evitar que ficasse doente... pois bem: o sacana do puto gripou em casa!
E tal como qualquer criança com nariz entupido, só quer colinho e mimo. E também como em qualquer criança (ou adulto!), a gripe vem acompanhada daquela terrível dose de MAU-FEITIO!!! O garoto gritou até ficar sem fôlego, dias a fio... bateu no pai, arranhou e esbofeteou a mãe e como se não bastasse, gritou ainda mais. Frustrado por ter o nariz entupido, gritou incansavelmente dia e noite, como se estivesse possuído com algum espírito do mal, não reconhecendo as duas alminhas que apesar das bofetadas continuavam a tentar dar-lhe colo e conforto.
Sim, não estou com vontade de ser boazinha hoje... Porque ser mãe não deve ser só reconhecer quando os nossos filhos se portam bem! Também é ser mãe admitir que às vezes eles nos deixam completamente loucos, quase a imaginar uma cena de Homer-Bart Simpson...
Cheguei a pensar que a medicação não estava a fazer efeito: que raio de antidepressivo me deixa ter vontade de bater no garoto quando ele está doente? Admito que a falta de horas de sono possa contribuir para este meu espírito "alegre" de hoje...E se ele fosse igual aos outros meninos, seria diferente? Sei lá...
Hoje já não tem febre e a tosse está a diminuir. Continua com o nariz entupido mas está bem disposto e dormiu 3 horas de sesta... Também a semana está a chegar ao fim, mal seria que continuasse...
Por via das duvidas, vou às páginas amarelas. Ao telefone da pediatra quero juntar o telefone de um exorcista... nunca se sabe!!!
Enfim... Desculpem o desabafo...
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Tenho que falar... senão dou em doida!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!
Todos dizem que está tudo bem mas o meu mundo desaba num segundo... Decidi escrever um blog (porque não?), onde vou desabafando e limpando a alma.
Quantos pais não estarão na mesma situação? Ter um filho diferente e não ter certeza de nada? Receio do futuro? E quanta ansiedade muitas vezes não significa NADA? Ou seja, passar 5 ou 6 anos com o coração nas mãos e depois está tudo bem, era só "uma questão de ritmo"? No meu caso, ainda continuo com a malvada incerteza, mas quem sabe...
E porque não desabafar aqui também? Terapia gratuita... comentários, agradecem-se!








